madrigal blog de poesia

May 23, 2005

Avó Leonor

Avó Leonor

Uma avó negra que tive em silêncio
avó de branco
riso que nunca poisou em mim
o algodão do seu olhar
avó de negros
olhos fazendo luz
entre a noite transparente
sob o luar dos fogos
Avó negra
que invocavas deuses
deuses fechados como os sons
que à floresta se reservam
toda a minha alma
é cruzada por ti
como a noite
trespassada pela chama.

© J. T. Parreira

1 comentário »

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  1. Amigo desta jornada, a tua avo Leonor está sublime. Também eu tive uma só que nao se chamava Leonor era Rosalina, mas ao ler-te recordei-me dela. Obrigada por tudo aquilo que escreves…e que bem sabes transmitir para o papel…
    Beijo da
    Pi

    Comment por Piedade Araujo Sol — May 24, 2005 @ 7:36 am

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