madrigal blog de poesia

May 25, 2005

Lápide

Não sei porque estou aqui. Se ninguém me
solicitou. Não sei o que faço deste sentir
desta maneira de ser e estar
e não viver
Tenho uma dor sem renitência que me
faz estar aqui sem querer
Esta lápide não tem flores. Não tem nome
não tem nada. É só uma lápide
modelada em mármore. Não sei
porque estou aqui neste
cemitério…

© Piedade Araújo Sol
Funchal, 25 de Maio de 2005

1 comentário »

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  1. não gosto de cemitérios, muito menos os de almas, os cemitérios não fazem sentido, é uma espécie de tentativa de barrar o ciclo da vida. se entraste num cemitério passeia-te nele, e imagina cada um dos nomes que se esconde na pedra fria, imagina cada uma das pedras que te retiraram a cor do dia e te levaram nos passos para um cemitério de cedros verdes. até os verdes são feios. Não fazem sentido, salta daí e repinta o dia…

    Comment por almaro — May 25, 2005 @ 10:21 pm

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