Guardião de Idílio
Sacudo calmamente esta apatia
da vontade de te ter
cilindro meus desejos insatisfeitos
errantes num qualquer poente
qual pássaro maltratado
buscando agasalho
amarfanho e arrumo para um recanto
este sentimento
Não se arquivam os sonhos, mas eu
não sei o que faça com eles… embora
também não saiba o que faça sem eles
sobre mim mesma enlaço
esta maneira de ser e estar
e sei que não posso, nem devo
cobiçar esta intenção
que tenho de os querer guardar…
© Piedade Araújo Sol
Lisboa, 12/06/2005

o sonho é como uma flor que morre quando guardada em jarra. o sonho é um voo que dura o instante da viagem. quando dito, escrito, desenhado, pintado ou erguido, já não é sonho, é um sorriso
Comment por almaro — June 15, 2005 @ 10:13 am
A isto posso chamar um regresso cheio de “força poética”.
Comment por Maria do Céu — June 15, 2005 @ 7:01 pm
Bonito:)
Comment por wind — June 15, 2005 @ 8:46 pm