madrigal blog de poesia

June 29, 2005

Barco Sem Porto

Chego nesse barco que nunca fundeou
E fico ao largo. Espreito as casas ao longe
serpenteando a ilha
muitas pintadas a cal branca
Sem querer, vejo a melancolia
em forma de nuvens fofas e
salgadas como este mar excessivo
que me atrai e me domina
Regresso a este porto. Sei que não fico
porque não quero. Não sou de lugar
nenhum
Sou só um barco
que fica breves instantes
porque não tem pátria
e sua moradia será indefinidamente
este mar…

© Piedade Araújo Sol
Funchal,29 de Junho de 2005

5 comentários »

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  1. :)… estive aqui. Beijinho.

    Comment por Maria do Céu — June 29, 2005 @ 8:16 pm

  2. Bonito:)

    Comment por wind — June 29, 2005 @ 9:45 pm

  3. O mar!! A ilha!! A água. O sentimento! Tudo num simples poema. Inacreditavel como as palavras simples se transformam ao estilo sui-generis da Piedade. Muito bonito!!

    Comment por Bébé — June 30, 2005 @ 7:10 am

  4. vagueio no mar sem barco, sou vela que voa gaivota, é ela o meu barco, os meus olhos do azul. vela branca, vagabunda…

    Comment por almaro — June 30, 2005 @ 10:17 am

  5. E este mar de águas cristalinas és tu…Um grande beijo Pi

    Comment por Jamour — June 30, 2005 @ 1:21 pm

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