Dádiva com nome de fúria

Respiro a terra nas palavras
no dorso das palavras
respiro
a pedra fresca da cal
Eugénio de Andrade
Trazias contigo
a promessa de um equinócio
e a alegria incontida
própria de quem se entrega
aos corpos
estes corpos que se translucidam
e migram em mim
A terra cobre-te com
a sua seiva
e eu como produto da terra
cobrir-te-ei com a minha seiva
Depois numa dança de faunos
iremos como cavalos loucos
beber a água do olvido
e a manhá virá
cobrir os nossos corpos
© Rogério Saviniano Telo
1 de Julho de 2005

belo
Comment por Bébé — July 1, 2005 @ 12:11 pm
Excelente!
Comment por wind — July 1, 2005 @ 12:33 pm
Adorei. Este poema é sem dúvida um dos meus favoritos.
Comment por nélia — July 17, 2005 @ 12:46 pm