madrigal blog de poesia

July 13, 2005

Oráculo

Não chegou a hora. Ainda não!!!
não sei o desfecho
desse fio condutor que leva
até esse espaço
onde os poetas gravitam
à procura de capacidade
de alguém os compreender
Ainda não chegou a hora
de desvelar
os segredos que guardam no tempo
que não querem suprimir
e lhes servem de roteiro
onde o sonho galopante
por vezes os leva a um
misantropismo improdutivo
e ingénuo
Ainda não chegou a hora
e a ponte continua junto ao rio
e o comboio já partiu
e eles fecham-se cada vez mais
e sem olhar para trás
fogem e entram na noite
que cai
como um refúgio tentador

© Piedade Araújo Sol
Funchal, 13 de Julho de 2005

8 comentários »

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  1. Muito bom:)

    Comment por wind — July 13, 2005 @ 10:21 pm

  2. Gostei muito.

    Comment por maker — July 13, 2005 @ 10:35 pm

  3. Ah,grande Piedade… “onde os poetas gravitam/
    à procura de capacidade/
    de alguém os compreender…” - LINDO TRABALHO!!!!!!!

    Comment por Maria do Céu — July 13, 2005 @ 10:48 pm

  4. Um grande aplauso seguido de uma vénia. Beijo grande

    Comment por Jamour — July 14, 2005 @ 1:45 pm

  5. Mais um lindo poema em que se pode respirar a mística e a magia dos poetas num só momento. ;) *

    Comment por Poeta Amigo — July 14, 2005 @ 1:58 pm

  6. Mais um poema que me deixa sem palavras!!!

    Comment por LU — July 14, 2005 @ 4:33 pm

  7. Olá Piedade
    Embora a poesia não seja o meu forte, nem como autor nem como leitor (prefiro o conto, o romance e a crónica, tenho pelos poetas um especial carinho. Quanto mais não seja por escreverem aquilo que não sou capaz. Ainda hoje fui ao lançamento de um livro de poesias no museu das Cruzes (esteve lá?.
    Os seus poemas são muito bons.

    Comment por deprofundis — July 15, 2005 @ 10:30 pm

  8. Oráculo, é uma palavra com vida própria e mistérios-de-fantasia,
    nela cabe um universo inteiro, diferente para cada um que ora,
    eu hoje rezei,
    uma história,
    a olhar a lua,
    não pedi nem dei…
    Desenhei,
    era uma nuvem ( a tua?)…
    Gosto mais de nuvens que de oráculos,
    nas nuvem navego,
    não numa história,
    não no universo,
    mas na poesia…

    Comment por almaro — July 20, 2005 @ 8:57 pm

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