O vazio como arte de sobrevivência
Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos como animais envelhecidos…
como frutos de sombra sem sabor
vamos caindo ao chão apodrecidos.Eugénio de Andrade
Quem mora nesta solidão adiada
com afagos de nostalgia
tendo por companhia
os pássaros feridos de fome
Que esperas
a morte ronceira
ou o marinheiro
que colheu os frutos
da tua primavera
e se afastou em nau catrineta
e que tu teimosamente
continuas esperando
Que se opere em ti o milagre da carne
e então poderás fenecer
e alcançar os prados verdes
que habitam os teus sonhos
e preenchem a solidão com que coses os dias
© Rogério Saviniano Telo
Funchal, 17 de Julho de 2005

Verdadeiro, realista e lindo, com a bela introdução de Eugénio de Andrade:)
Comment por wind — July 17, 2005 @ 2:47 pm
{ …
fragmentos [p1-destino]
. . . caminho na linha da vida, entre o nascimento e a morte; caminho na estrada preciosa,
onde sua origem se funde em meus passos, quero predizer, sem formalidades, sem fadigas,
caminho onde o destino me leva . . .
© biquinha *in (fragmentos 90’as)
… }
Comment por © o5elemento — July 18, 2005 @ 9:34 pm
Palavras simples e realistas. Como o sopro do vento na realidade dos nossos dias. Aplausos
Comment por Jamour — July 19, 2005 @ 7:41 am