Úterus

Neste azul infindável
perco-me
mergulho no mais profundo
de ti
e descubro
que a eternidade não tem nome
assim sendo
vou dormitar neste azul indigo
e deixar que as luas passem
quando acordar
irei colher os frutos
antes que estes caiam podres
porque tu ensinaste-me
que os frutos devem ser colhidos
no seu tempo próprio
E tu será que soubeste
escolher os corpos
que em ti migraram
e
que agora só te resta uma ténue
lembrança dos afagos
que alguns souberam dar-te
© Rogério Saviniano Telo
Funchal , 19 de Julho de 2005

Lindíssimo!
Comment por wind — July 19, 2005 @ 12:08 pm
belissimo
Comment por Bébé — July 19, 2005 @ 12:30 pm
Mais um belo poema!!!
Comment por Pi — July 19, 2005 @ 12:31 pm