Carpe Diem

O tempo parou num acordo tácito com os corpos cansados
As águas tornaram-se mansas deixando que o mar
as acaricie
e a natureza tornou-se mais viva
porque deu-se a união entre os homems da idade do ouro
e as divindades que gerem o tempo
Deixei o meu corpo entregue
a essas águas mansas
virei buscá-lo
quando as forças me tiverem abandonado
e o fim se estiver aproximando
porque é num dia como este
que quero partir
rumo a outras paragens
Quando esse momento chegar
dar-te-ei um sinal
e pedir-te-ei que me envies
os pássaros para que estes
me escoltem
na minha derradeira viagem
© Rogério Saviniano Telo
Funchal, 1 de Agosto de 2005

Belo!
Comment por wind — August 1, 2005 @ 11:19 am
Lindo poema. Está muito bom.
Comment por Poeta Amigo — August 6, 2005 @ 12:28 pm