Devaneio
Ontem adormeci sorrindo
enlaçando um sonho
que se entranhou
no meu leito
inundado de prazer
Sonhei que pela planície
cavalgava em loucas corridas
tendo por companhia
a presença imutável
desse sonho ilusório
e o cavalo era preto
com sua crina
ao vento
me levou
e meu leito
por uma noite
em pradaria
se metamorfoseou
© Piedade Araújo Sol
Funchal, 11/08/2005

Está muito bom!
Comment por wind — August 11, 2005 @ 12:18 pm
Excelente! Gostei das tuas palavras! Quero também agradecer a visita que me fizeste e claro, agradeço também o comentário que deixaste! Mil beijinhos!
Comment por sussurros da lua — August 11, 2005 @ 12:25 pm
:)
- Gostei! Beijo.
Comment por Maria do Céu — August 11, 2005 @ 1:16 pm
Vim agradecer suas carinhosas palavras no meu blog. Fiquei sensibilizada com seu comentário sobre a minha poesia. Pude constatar a sua generosidade ao identificar-se nela. Num de seus poemas você diz que não se arquivam os sonhos… e tens razão ao dizer que não pode nem deve cobiçar de guardá-los… os versos, saindo do coração do poeta não mais lhe pertencem, e ficam como gotas orvalhadas de magia, brilhando no infinito, para que olhares atentos os possam admirar e guardar na própria alma. Deixo-lhe um beijo e um afago, e os votos de muita paz e amor em sua vida.
Comment por Mily — August 12, 2005 @ 12:59 am
Foste e sempre serás uma das minhas escritoras de eleição, obrigado pela visita, um beijos
Comment por verdescampus — August 12, 2005 @ 9:26 am
a simplicidade da tua escrita corrida revela sempre a profundidade de uma alma eterna e serena, porque é possivel ter a alma em paz e ser ao mesmo tempo temerária e audaciosa… assim, como o são sempre as tuas palavras.
ler-te é sempre um prazer, perceber o bem que escreves, o jogo maravilhoso das tuas palavras, jamais será uma novidade.
estarás sempre no meu coração, como pessoa, na minha estante como poetiza.
beijo enorme A.
Comment por lunar — August 12, 2005 @ 1:46 pm
Como sabe bem adormecer a sorrir. Encantado.
Comment por Poeta Amigo — August 12, 2005 @ 1:53 pm
ontem, acordei e espreguicei-me no existir,
só o vento me levou em despenteares de crinas galopantes, por entre searas de sol e sal…
ontem, acordei cavalo, alvo-nuvem…
só a sombra era eu…
Comment por almaro — August 29, 2005 @ 1:13 pm