Dádiva

Toma esta flor. É uma rosa amarela
eu sei que é a tua flor preferida
Coloca-a no teu cabelo escuro e liso
o verde dos teus olhos
desatará uma luminosidade
qual labareda refulgente
que assim perdurará
Sei que arrecadarás as pétalas
como se fosse uma preciosidade
e sei que adormecerás com a sua fragrância
inundando-te o leito quente e tão macio
como a tua epiderme…
© Piedade Araújo Sol
16/08/2005

O seu poema fez-me lembrar a célebre exigência do Vicente Huidobro: «Por que cantais a rosa, ó poetas! Fazei com que floresça no poema.» A sua rosa floresce.
Um abraço
Comment por J.T.Parreira — August 16, 2005 @ 11:04 am
Também a rosa amarela é a minha flor preferida! Recebia… Beijinho.
Comment por Maria do Céu — August 16, 2005 @ 1:23 pm
Dávida? Não será dádiva?… Bonita rosa, bonitas palavras…
Comment por Carlos Tavares — August 16, 2005 @ 1:30 pm
Lindo poema e linda flor.
Comment por wind — August 16, 2005 @ 2:05 pm
Carlos Tavares: é dádiva, sim, não dávida, esta é uma das palavras que provocam dislexia espontânea
Tanto a autora como eu não demos pelo erro
já está emendado
Comment por Alexandre — August 16, 2005 @ 3:33 pm
Comment por Alexandre — August 16, 2005 @ 3:37 pm
;)Pois foi….acontece…
Comment por Piedade Araujo Sol — August 16, 2005 @ 4:15 pm
O poema cheira a rosas, a fragância do perfeito…
andamos à volta com as nossas, palavras do mesmo jeito! Adorei um beijos
Comment por verdescampus — August 16, 2005 @ 5:43 pm
Obirgada pela rosa vou guarda-la com carinho… Bjos
Comment por Vivis — August 16, 2005 @ 8:21 pm
há as flores e os odores, há as dores e os amores, há finos momentos que perduram sobre a pele, se infiltram nela, tocando lugares preciosos por dentro da alma, como a tua dadiva, que se vai chegando à frente devorando caminho, ultrapassando nas avenidas da vida, para chegar a esse lugar de nunca chegar que é a vida de todos os dias, se soubermos por momentos, parar, olhar, cheirar essa rosa que sempre nos cabelos se encontra…
obrigada por tudo, mana lindaaa
beijo A.
Comment por lunar — August 17, 2005 @ 2:01 am
Vê-se a rosa, cheira-se a rosa, sente-se a rosa. É uma bela rosa, o poema. E sem espinhos!
Comment por Maria — August 17, 2005 @ 8:57 am
Valeu!
Nem que fosse pelo amarelo da rosa, mas não foi só.
Bonito.
:)
Comment por maker — August 17, 2005 @ 11:54 am
Obrigado pela flor..pena é não ter olhos verdes…lololol
Comment por portista — August 21, 2005 @ 9:20 pm
Encontrei uma lágrima,
sozinha,
perdida.
Colhi-a e sorriu-me com todas as cores de um reflexo.
Agarrei em tintas e misturei-a em forma de flor.
Não lhe dei nome,
só lhe sinto a cor que me cobriu a dor…
Comment por almaro — August 29, 2005 @ 1:17 pm
!!!
Comment por anna — May 31, 2007 @ 11:34 am
Linda rosa …
Comment por Carmen — October 14, 2007 @ 4:02 am