Luar de Agosto
Chamo-te de Rosa-luz
porque não sei o teu nome
e porque enches de luz os meus dias
mesmo sabendo
que um dia a escuridão
virá cobrir todo o meu mundo
Quando já nada restar
do que eu fui
vai ao jardim mais perfumado
desta cidade de luz branca
colhe uma rosa
recolhe as pétalas
depois
à beira-rio
espalha os segmentos da rosa
em memória do nosso sonho
© Rogério Saviniano Telo
Lisboa, 23 de Agosto de 2005
