A flor do desejo

As horas expandem-se
e derramam-se sobre ti
abrindo o túnel que teimosamente
negavas a sua existência
As tuas coxas
abrem-se e
prolongam-se para lá do rio
que corre em mim
De mansinho
entro no teu templo
e aos poucos
vou me habituando
ao teu desejo
que de tão intenso
te provoca espasmos
dando vazão
à tua fúria de viver a carne
© Rogério Saviniano Telo
27 de Agosto de 2005
