Em que boca bebe a luz

- Da inocência à confiança
da claridade à fidelidade
do sonho à consciência
da beleza à bondade
da poesia ao amor
António Ramos Rosa
Erguem-se vultos à tua volta
e o ar torna-se pestilento
Foge
é a barbárie
que volta de novo
Como tudo
a História também se repete
e de novo temos
os duelos entre
as diferentes crenças
Tu sabes que és diferente
deixo-te entregue aos pássaros
Quando o pesadelo terminar
acorda-me
© Rogério Saviniano Telo

