September 2, 2005
Ensina-me como aprenderei a contar
As areias da praia
Sem as espalhar
Como juntar as nuvens
Sem as esfarrapar
Como nadar no rio sem me molhar
Ensina-me a amar sem sofrer
A ter sem saber
A compartilhar e receber
A dar e perder
Ensina-me a voar
A ter asas e as merecer
A usar as palavras
Sem as estragar
E sobretudo
Ensina-me a ficar
Aqui a olhar
O vaivém das ondas do mar…
© Piedade Araújo Sol
Funchal, 01/09/2005
The URI to TrackBack this entry is: http://madrigal.blogsome.com/2005/09/02/ensina-me/trackback/
RSS feed for comments on this post.
emotions disponíveis para os comentários:
 |
 |
 |
 |
 |
|
:) |
;) |
:( |
:| |
:x |
|
|
|
|
|
 |
 |
 |
|
 |
|
:o |
:D |
:lol: |
:roll: |
:oops: |
|
|
|
|
|
 |
 |
 |
 |
 |
|
:cry: |
:? |
:P |
:shock: |
8) |
| |
|
|
|
|
 |
 |
 |
 |
|
|
:evil: |
:twisted: |
:!: |
:idea: |
|
|
|
|
|
|
para introduzir os emotions nos seus comentários
basta escrever o símbolo correspondente (
:), etc),
intervalado de espaços ( olá ;) tudo bem? ).
n.b.: os símbolos escritos no início do texto não irão
produzir emotions.
Tentei desenhar os teus olhos de mar,
para poder um dia saber ensinar a menina das ondas a sonhar…
Não encontrei lápis nem pincel,
só a cor andava por perto a voar…
Difícil tarefa,
esta de ensinar a contar,
cada lágrima do mar,
quando cada uma tem em seu tamanho o Universo a chorar…
Nuvem, mar ou rio, é tudo o mesmo verso…
Amar é cousa séria, de saberes antigos, mistérios que não se ensinam, porque o sentir não é ter, mas dar.
Só te sei ensinar a voar, isso é cousa simples, não é preciso inventar, basta ir com o Ver, sentir a brisa a bater
e Ser…
Só te peço que não fiques, ficar estraga tudo,
até o sonhar.
Mesmo que fiques aí a olhar,
vai,
mesmo que seja pelo mar…
Comment por almaro — September 2, 2005 @ 10:01 am
Peço-te desculpa Pi, por não conseguir encontrar em mim as palavras que descrevam este teu BELISSIMO POEMA. Deixou-me assim, muda!! Adorei…………….. ; )
Comment por Maria do Céu — September 2, 2005 @ 11:54 am
Como atrás já referiram este seu poema, deixou-me sem “fôlego” é tão intenso e tão lindo, que sinto dificuldade em comentá-lo, senti-me levitar nas suas palavras.
Comment por Mirc — September 3, 2005 @ 7:30 am
Que simplicidade…que profundidade, que poema tão lindo!!!
Comment por FilipeJardim — September 4, 2005 @ 2:46 pm