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	<title>madrigal</title>
	<link>http://madrigal.blogsome.com</link>
	<description>blog de poesia inédita</description>
	<pubDate>Mon, 03 Oct 2005 09:45:53 +0000</pubDate>
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	<language>en</language>

		<item>
		<title>mudamos de servidor agora em blogspot!</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/07/mudamos-de-servidor-agora-em-blogspot/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/07/mudamos-de-servidor-agora-em-blogspot/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Sep 2005 21:24:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>J. T. Parreira</category>
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/07/mudamos-de-servidor-agora-em-blogspot/</guid>
		<description><![CDATA[	Caros leitores:
	Acabamos de nos mudar para o blogspot do Blogger. Temos novo endereço em http://madrigal2.blogspot.com.
	Esperamos a vossa visita, e os vossos comentários. Queiram por favor actualizar os vossos links.
	Obrigado.
	Piedade Araújo Sol
Rogério Saviniano Telo
J. T. Parreira

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><font size="4">Caros leitores:</p>
	<p>Acabamos de nos mudar para o blogspot do Blogger. Temos novo endereço em <a target="_blank" href="http://madrigal.blogsome.com/go.php?u=http%3A%2F%2Fmadrigal2.blogspot.com&amp;i=0&amp;c=17b3d9f35f1ed9d90bad209ff65a1b302a4a7f51"><strong>http://madrigal2.blogspot.com</strong></a>.</p>
	<p>Esperamos a vossa visita, e os vossos comentários. Queiram por favor actualizar os vossos links.</p>
	<p>Obrigado.</font></p>
	<p>Piedade Araújo Sol<br />
Rogério Saviniano Telo<br />
J. T. Parreira
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Prece</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/07/prece/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/07/prece/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Sep 2005 08:57:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/07/prece/</guid>
		<description><![CDATA[	 
	Lavra-me o corpo
e faz de mim o teu instrumento
	Toca-me de mansinho
como se
eu fosse o ser mais frágil do teu reino
	Cataloga-me
como sendo
uma das tuas espécies raras
	Beija-me como se
fosse o nosso último adeus
	E para
que não me esqueças
planta-me  junto ao teu coração
	© Rogério Saviniano Telo

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/f133252.jpg' alt='www.thousandimages.com' width='400' /> </p>
	<p>Lavra-me o corpo<br />
e faz de mim o teu instrumento</p>
	<p>Toca-me de mansinho<br />
como se<br />
eu fosse o ser mais frágil do teu reino</p>
	<p>Cataloga-me<br />
como sendo<br />
uma das tuas espécies raras</p>
	<p>Beija-me como se<br />
fosse o nosso último adeus</p>
	<p>E para<br />
que não me esqueças<br />
planta-me  junto ao teu coração</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong>
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>No começo do mundo</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/06/no-comeco-do-mundo/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/06/no-comeco-do-mundo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Sep 2005 09:58:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/06/no-comeco-do-mundo/</guid>
		<description><![CDATA[	 
	No começo do mundo
tudo era assim
as sombras habitavam as cores
depois tudo foi clareando
e tu apareceste
triunfante
e ganhaste o meu afecto
bom
poderei afirmar
que foi um acto mútuo
e as nossas mãos
espremeram os frutos maduros
e fez-se dia
trazendo consigo
uma miríade
de cores
eu  fiquei estático
tal era o prazer
que sentia pela luminosidade
que te inundava
e tu resplandecias
naquela manhã de inverno
	© Rogério Saviniano Telo

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/f094010.jpg' alt='www.thousandimages.com' width='400' /> </p>
	<p>No começo do mundo<br />
tudo era assim<br />
as sombras habitavam as cores<br />
depois tudo foi clareando<br />
e tu apareceste<br />
triunfante<br />
e ganhaste o meu afecto<br />
bom<br />
poderei afirmar<br />
que foi um acto mútuo<br />
e as nossas mãos<br />
espremeram os frutos maduros<br />
e fez-se dia<br />
trazendo consigo<br />
uma miríade<br />
de cores<br />
eu  fiquei estático<br />
tal era o prazer<br />
que sentia pela luminosidade<br />
que te inundava<br />
e tu resplandecias<br />
naquela manhã de inverno</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong>
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>THE MILLENNIUM</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/05/the-millennium/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/05/the-millennium/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Sep 2005 16:15:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>J. T. Parreira</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/05/the-millennium/</guid>
		<description><![CDATA[	 
	The lion will not be quicker than the ox
in pasture search,
the lamb and the bird
will be a poetical form,
the wolf
will have the kiss in its mouth.
	The dove and the eagle
will sail in waters
of white silt.
	Then an angel will make
of the Earth a lyric state.
	© J. T. Parreira
In www.poets. org from the Academy of American [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/lamhebrewdesc.jpg' alt='' /> </p>
	<p>The lion will not be quicker than the ox<br />
in pasture search,<br />
the lamb and the bird<br />
will be a poetical form,<br />
the wolf<br />
will have the kiss in its mouth.</p>
	<p>The dove and the eagle<br />
will sail in waters<br />
of white silt.</p>
	<p>Then an angel will make<br />
of the Earth a lyric state.</p>
	<p>© <strong>J. T. Parreira</strong><br />
In <a target="_blank" href="http://madrigal.blogsome.com/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.poets.org&amp;i=0&amp;c=994a197312f2bc6301cc77bd64fa66c9af49a227">www.poets. org</a> from the Academy of American Poets
</p>
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	</item>
		<item>
		<title>Encenação</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/05/encenacao/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/05/encenacao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 05 Sep 2005 09:14:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/05/encenacao/</guid>
		<description><![CDATA[	Grito com a boca cerrada
e os punhos contraídos
	Mas meu grito não sai
extinguiu-se, e minha voz se perde
no eco das montanhas
confunde-se com as nuvens
que embirram em cobrir o céu
Debato-me e imploro
Não quero
Não sou
Não estou
e  engano-me
vou  por onde não quero
pois nunca terei audácia
para ir por onde quero
	Esta não sou eu
é a outra
	E o grito sai [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Grito com a boca cerrada<br />
e os punhos contraídos</p>
	<p>Mas meu grito não sai<br />
extinguiu-se, e minha voz se perde<br />
no eco das montanhas<br />
confunde-se com as nuvens<br />
que embirram em cobrir o céu<br />
Debato-me e imploro<br />
Não quero<br />
Não sou<br />
Não estou<br />
e  engano-me<br />
vou  por onde não quero<br />
pois nunca terei audácia<br />
para ir por onde quero</p>
	<p>Esta não sou eu<br />
é a outra</p>
	<p>E o grito sai trespassando a noite<br />
que se enrodilha comigo<br />
e em tudo o que existe<br />
sem existir<br />
e onde eu a outra</p>
	<p>Sem sentir<br />
abraça o vácuo<br />
da encenação</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
Funchal,04/09/2005
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Algas</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/04/algas/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/04/algas/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 04 Sep 2005 18:17:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/04/algas/</guid>
		<description><![CDATA[	Amar-te assim com a força da poesia
que sem querer
gravo em tudo o que faço e
sou
	Amar-te assim ao clarear de mais um dia
em que descubro meu corpo
desnudado e
tranquilo
	Amar-te assim onde as mãos tacteiam
quais algas desavindas
perdidas nas profundezas
das águas
	Amar-te
	© Piedade Araújo Sol
Funchal 04/09/2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Amar-te assim com a força da poesia<br />
que sem querer<br />
gravo em tudo o que faço e<br />
sou</p>
	<p>Amar-te assim ao clarear de mais um dia<br />
em que descubro meu corpo<br />
desnudado e<br />
tranquilo</p>
	<p>Amar-te assim onde as mãos tacteiam<br />
quais algas desavindas<br />
perdidas nas profundezas<br />
das águas</p>
	<p>Amar-te</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
Funchal 04/09/2005
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A Bailarina de Flamenco</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/04/a-bailarina-de-flamenco/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/04/a-bailarina-de-flamenco/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 04 Sep 2005 16:39:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>J. T. Parreira</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/04/a-bailarina-de-flamenco/</guid>
		<description><![CDATA[	
	I
	Ela derrama água nos seus pés.
Quando o seu vestido dança
em chamas
ela põe fora da boca
o coração cansado.
Seus dedos como os pardais
procuram fugir,
como os sapatos de flamenco
na madeira do soalho.
	II
	Ela dança em chamas.
Por isso põe fora da boca
o coração cansado
e no seu vestido
o vento se derrama.
	III
	O seu coração bate.
Como os sapatos de flamenco
na madeira do soalho. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://prosema.no.sapo.pt/imagens/flamenco.jpg" width="400" /></p>
	<p>I</p>
	<p>Ela derrama água nos seus pés.<br />
Quando o seu vestido dança<br />
em chamas<br />
ela põe fora da boca<br />
o coração cansado.<br />
Seus dedos como os pardais<br />
procuram fugir,<br />
como os sapatos de flamenco<br />
na madeira do soalho.</p>
	<p>II</p>
	<p>Ela dança em chamas.<br />
Por isso põe fora da boca<br />
o coração cansado<br />
e no seu vestido<br />
o vento se derrama.</p>
	<p>III</p>
	<p>O seu coração bate.<br />
Como os sapatos de flamenco<br />
na madeira do soalho.                               </p>
	<p>IV</p>
	<p>Os seus pés em água desenhados.   </p>
	<p>© <strong>J. T. Parreira</strong><br />
3-9-2005
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Será a vida um sonho II</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/03/sera-a-vida-um-sonho-ii/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/03/sera-a-vida-um-sonho-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 03 Sep 2005 17:31:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/03/sera-a-vida-um-sonho-ii/</guid>
		<description><![CDATA[	 
	A graciosa gravidade túmida e delicada
de um corpo que equilibra o mundo e o anula
é um doce e violento desafio
à volúvel e frágil fantasia da palavra
	António Ramos Rosa
	O meu corpo estremece
de emoção
ao ver-te
pássaro alado
que te vestiste
com as minhas cores preferidas
	Fala-me de ti
diz-me de onde vens
a que reino pertences
quem te pintou
	Serás um ser alado que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/f693131.jpg' alt='www.thousandimages.com' width="400" /> </p>
	<ol>A graciosa gravidade túmida e delicada<br />
de um corpo que equilibra o mundo e o anula<br />
é um doce e violento desafio<br />
à volúvel e frágil fantasia da palavra</p>
	<p>António Ramos Rosa</ol>
	<p>O meu corpo estremece<br />
de emoção<br />
ao ver-te<br />
pássaro alado<br />
que te vestiste<br />
com as minhas cores preferidas</p>
	<p>Fala-me de ti<br />
diz-me de onde vens<br />
a que reino pertences<br />
quem te pintou</p>
	<p>Serás um ser alado que saiu<br />
da paleta de um pintor louco<br />
ou serás um sonho<br />
do meu sonho</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong>
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Tempo sem nome</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/02/tempo-sem-nome/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/02/tempo-sem-nome/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Sep 2005 18:03:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/02/tempo-sem-nome/</guid>
		<description><![CDATA[	 
	Conto
e reconto os minutos
mas as contas não batem certas
Já sei
são os teus cabelos
que me fascinam
e me enlevam
em castelos distantes
onde deixaste
o teu sorriso
entregue às vestais
do teu templo
musa sem deus para honrares
	O desejo
é divino
e faz de nós
deuses de nós mesmos
livres de voarmos
com as nossas próprias asas
e com estas
palavras
me despeço
deusa do tempo sem nome
	© Rogério Saviniano Telo

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/f933096.jpg' alt='www.thousandimages.com' width='400' /> </p>
	<p>Conto<br />
e reconto os minutos<br />
mas as contas não batem certas<br />
Já sei<br />
são os teus cabelos<br />
que me fascinam<br />
e me enlevam<br />
em castelos distantes<br />
onde deixaste<br />
o teu sorriso<br />
entregue às vestais<br />
do teu templo<br />
musa sem deus para honrares</p>
	<p>O desejo<br />
é divino<br />
e faz de nós<br />
deuses de nós mesmos<br />
livres de voarmos<br />
com as nossas próprias asas<br />
e com estas<br />
palavras<br />
me despeço<br />
deusa do tempo sem nome</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong>
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/02/tempo-sem-nome/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Ensina-me</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/02/ensina-me/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/02/ensina-me/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Sep 2005 09:53:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/02/ensina-me/</guid>
		<description><![CDATA[	Ensina-me como aprenderei a contar
As areias da praia
Sem as espalhar
Como juntar as nuvens
Sem as esfarrapar
Como nadar no rio sem me molhar
	Ensina-me a amar sem sofrer
A ter sem saber
A compartilhar e receber
A dar e perder
	Ensina-me a voar
A ter asas e as merecer
A usar as palavras
Sem as estragar
E sobretudo
Ensina-me a ficar
	Aqui a olhar
		O vaivém das ondas do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Ensina-me como aprenderei a contar<br />
As areias da praia<br />
Sem as espalhar<br />
Como juntar as nuvens<br />
Sem as esfarrapar<br />
Como nadar no rio sem me molhar</p>
	<p>Ensina-me a amar sem sofrer<br />
A ter sem saber<br />
A compartilhar e receber<br />
A dar e perder</p>
	<p>Ensina-me a voar<br />
A ter asas e as merecer<br />
A usar as palavras<br />
Sem as estragar<br />
E sobretudo<br />
Ensina-me a ficar</p>
	<ol>Aqui a olhar<br />
		O vaivém das ondas do mar…</ol>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
Funchal, 01/09/2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/02/ensina-me/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Wind</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/02/wind/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/02/wind/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 02 Sep 2005 09:51:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/02/wind/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Espalhei os meus sonhos
no ar
e estes aproveitaram
a boleia da brisa
que se fazia sentir
a oeste
e num bailado  macabro
mas belo
cirandaram no ar
até ficarem cansados
depois lembraram-se
que o sol estava prestes
a nascer
e como Ícaro
pensaram que se tivessem  asas
poderiam voar até ti
	Quando acordei estava tenso
mas feliz
porque o meu papagaio
de papel
perdera-se na escuridão da noite
	© Rogério Saviniano Telo

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/f1104015.jpg' alt='www.thousandimages.com' /></p>
	<p>Espalhei os meus sonhos<br />
no ar<br />
e estes aproveitaram<br />
a boleia da brisa<br />
que se fazia sentir<br />
a oeste<br />
e num bailado  macabro<br />
mas belo<br />
cirandaram no ar<br />
até ficarem cansados<br />
depois lembraram-se<br />
que o sol estava prestes<br />
a nascer<br />
e como Ícaro<br />
pensaram que se tivessem  asas<br />
poderiam voar até ti</p>
	<p>Quando acordei estava tenso<br />
mas feliz<br />
porque o meu papagaio<br />
de papel<br />
perdera-se na escuridão da noite</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong>
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/02/wind/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Despair is made of silk</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/01/despair-is-made-of-silk/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/01/despair-is-made-of-silk/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Sep 2005 16:24:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/01/despair-is-made-of-silk/</guid>
		<description><![CDATA[	 
	Mother
the unspoken words
have been vomited
deep inside me
I know that I lied to you
mother
can&#8217;t you see
that I have grown up
mother
between us
understanding is not allowed
mother
goodbye
mother
I am flying south
together with the migrant birds
	© Rogério Saviniano Telo

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/f936078.jpg' alt='www.thousandimages.com' width='400' /> </p>
	<p>Mother<br />
the unspoken words<br />
have been vomited<br />
deep inside me<br />
I know that I lied to you<br />
mother<br />
can&#8217;t you see<br />
that I have grown up<br />
mother<br />
between us<br />
understanding is not allowed<br />
mother<br />
goodbye<br />
mother<br />
I am flying south<br />
together with the migrant birds</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong>
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/01/despair-is-made-of-silk/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>De Perfil</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/01/de-perfil/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/01/de-perfil/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 01 Sep 2005 10:08:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/01/de-perfil/</guid>
		<description><![CDATA[	Sacudo a cabeça
e tiro este véu rendilhado
que me cobre a face
ofereço-te assim
meu sorrir
solto de ironias
meu corpo sequioso
de paixão
qual labareda
que consome tudo ao seu redor
quero amar sem reservas
e fazer-te feliz
nem que seja um instante
ou uma eternidade
que se sacia
nesta lava
de desejo…
	© Piedade Araújo Sol

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Sacudo a cabeça<br />
e tiro este véu rendilhado<br />
que me cobre a face<br />
ofereço-te assim<br />
meu sorrir<br />
solto de ironias<br />
meu corpo sequioso<br />
de paixão<br />
qual labareda<br />
que consome tudo ao seu redor<br />
quero amar sem reservas<br />
e fazer-te feliz<br />
nem que seja um instante<br />
ou uma eternidade<br />
que se sacia<br />
nesta lava<br />
de desejo…</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong>
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/01/de-perfil/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Em que boca bebe a luz</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/31/em-que-boca-bebe-a-luz/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/31/em-que-boca-bebe-a-luz/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 31 Aug 2005 20:51:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/31/em-que-boca-bebe-a-luz/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Da inocência à confiança
da claridade à fidelidade
do sonho à consciência
da beleza à bondade
da poesia ao amor
	António Ramos Rosa
	Erguem-se vultos à tua volta
e o ar torna-se pestilento
	Foge
é a barbárie
que volta de novo
	Como tudo
a História também se repete
e de novo temos
os duelos entre
as diferentes crenças
	Tu sabes que és diferente
deixo-te entregue aos pássaros
	Quando o pesadelo terminar
acorda-me
	© Rogério Saviniano [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://prosema.no.sapo.pt/imagens/f1014011.jpg" alt="www.thousandimages.com" width="400" /></p>
	<ol>Da inocência à confiança<br />
da claridade à fidelidade<br />
do sonho à consciência<br />
da beleza à bondade<br />
da poesia ao amor</p>
	<p>António Ramos Rosa</ol>
	<p>Erguem-se vultos à tua volta<br />
e o ar torna-se pestilento</p>
	<p>Foge<br />
é a barbárie<br />
que volta de novo</p>
	<p>Como tudo<br />
a História também se repete<br />
e de novo temos<br />
os duelos entre<br />
as diferentes crenças</p>
	<p>Tu sabes que és diferente<br />
deixo-te entregue aos pássaros</p>
	<p>Quando o pesadelo terminar<br />
acorda-me</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong>
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/31/em-que-boca-bebe-a-luz/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Alforria</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/31/alforria/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/31/alforria/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 31 Aug 2005 09:58:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/31/alforria/</guid>
		<description><![CDATA[	Alguém me procurou e eu não estava
Minha cela vazia
Não me albergou
Meu cativeiro me enjeitou
 E em meu silêncio se entoou
Uma balada de amor
	Alguém me procurou e eu estava
Sobrevoando as nuvens
Levando em meu olhos
O brilho dos azuis e das esmeraldas
E em minha mãos flocos de nuvens
Se transformaram em liberdade
	© Piedade Araújo Sol
Funchal, 31/08/2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Alguém me procurou e eu não estava<br />
Minha cela vazia<br />
Não me albergou<br />
Meu cativeiro me enjeitou<br />
 E em meu silêncio se entoou<br />
Uma balada de amor</p>
	<p>Alguém me procurou e eu estava<br />
Sobrevoando as nuvens<br />
Levando em meu olhos<br />
O brilho dos azuis e das esmeraldas<br />
E em minha mãos flocos de nuvens<br />
Se transformaram em liberdade</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
Funchal, 31/08/2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/31/alforria/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Uma Biografia de Bolso</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/31/uma-biografia-de-bolso/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/31/uma-biografia-de-bolso/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 31 Aug 2005 09:55:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>J. T. Parreira</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/31/uma-biografia-de-bolso/</guid>
		<description><![CDATA[	
	A veces se le oye cantar cosas de niño
	Gabriel Celaya
	Respira numa pequena cidade o mesmo ar
por onde passam os sinos
e os pássaros que chamam os olhos
para cima das árvores da rua principal
na pequena cidade onde vive e que teima
em ser provinciana, toda a gente
se conhece pelo modo como diz o nome
e o rosto de hoje [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/jtp.jpg' alt='J. T. Parreira' /></p>
	<ol>A veces se le oye cantar cosas de niño</p>
	<p>Gabriel Celaya</ol>
	<p>Respira numa pequena cidade o mesmo ar<br />
por onde passam os sinos<br />
e os pássaros que chamam os olhos<br />
para cima das árvores da rua principal<br />
na pequena cidade onde vive e que teima<br />
em ser provinciana, toda a gente<br />
se conhece pelo modo como diz o nome<br />
e o rosto de hoje foi o que se viu ontem<br />
Vive numa pequena cidade<br />
cuja gente se preocupa com o buraco<br />
do ozono e o da rua em que reside<br />
Passa algum tempo em casa devagar<br />
as janelas raramente o vêem<br />
sempre que cruza os olhos por um livro<br />
é para paralisar a eternidade<br />
também cruza os braços para se defender<br />
do coração inconfidente<br />
Alguns anos escreveu poesia<br />
com o alheamento das estrelas<br />
não conseguiu entrar ainda na fórmula<br />
azul que é o céu<br />
mas conseguiu deixar aos filhos<br />
como herança dois ou três editores<br />
e espera viver alguns anos ainda<br />
para levantar a cabeça.</p>
	<p>© <strong>J. T. Parreira</strong>
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/31/uma-biografia-de-bolso/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Miragem com tons de azul</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/30/miragem-com-tons-de-azul/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/30/miragem-com-tons-de-azul/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 30 Aug 2005 20:59:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/30/miragem-com-tons-de-azul/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Esperei por ti
e tu não chegaste
revi o tempo
mas tu não me esperaste
	Miragem ambulante
és tu
musa do meu sofrer
hei-de enlouquecer
sonhando com os
teus afagos
que outrora me servias
cedinho
antes do amanhecer
	O teu corpo
foi o meu porto de abrigo
quando as monções
faziam tremer todo o meu ser
foste a amante fiel
e sabias saciar a minha sede
de ti
Hoje pintei
a  minha miragem com tons [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/f245018.jpg' alt='www.thousandimages.com' /></p>
	<p>Esperei por ti<br />
e tu não chegaste<br />
revi o tempo<br />
mas tu não me esperaste</p>
	<p>Miragem ambulante<br />
és tu<br />
musa do meu sofrer<br />
hei-de enlouquecer<br />
sonhando com os<br />
teus afagos<br />
que outrora me servias<br />
cedinho<br />
antes do amanhecer</p>
	<p>O teu corpo<br />
foi o meu porto de abrigo<br />
quando as monções<br />
faziam tremer todo o meu ser<br />
foste a amante fiel<br />
e sabias saciar a minha sede<br />
de ti<br />
Hoje pintei<br />
a  minha miragem com tons de azul claro<br />
talvez<br />
seja mais fácil te encontrar no meu sonho</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong>
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/30/miragem-com-tons-de-azul/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>A Poesia</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/29/a-poesia/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/29/a-poesia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Aug 2005 20:42:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/29/a-poesia/</guid>
		<description><![CDATA[	Procurei como quem procura algo para subsistir
Sem rumo certo
Procurei nas veredas vazias
Nos sorrisos discretos
Nas manhas claras
Encontrei muito e pouco
Encontrei tudo e  quase nada
Encontrei um beijo esquecido
Uma lágrima ilícita
Uma mão sem nada
Encontrei pessoas enleadas
Renuncias
Amores
Ódios
Aeroportos
Diferentes ou quase iguais
Longos
Pequenos
Não encontrei muito
Não encontrei pouco
	Procurei como quem procura algo para perdurar
Não te encontrei
Em forma humana
Nem sabores
Nem cores
Nem odores
Nada nem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Procurei como quem procura algo para subsistir<br />
Sem rumo certo<br />
Procurei nas veredas vazias<br />
Nos sorrisos discretos<br />
Nas manhas claras<br />
Encontrei muito e pouco<br />
Encontrei tudo e  quase nada<br />
Encontrei um beijo esquecido<br />
Uma lágrima ilícita<br />
Uma mão sem nada<br />
Encontrei pessoas enleadas<br />
Renuncias<br />
Amores<br />
Ódios<br />
Aeroportos<br />
Diferentes ou quase iguais<br />
Longos<br />
Pequenos<br />
Não encontrei muito<br />
Não encontrei pouco</p>
	<p>Procurei como quem procura algo para perdurar<br />
Não te encontrei<br />
Em forma humana<br />
Nem sabores<br />
Nem cores<br />
Nem odores<br />
Nada nem ninguém me fascinou<br />
Mas sempre que posso<br />
És tu que chamas<br />
E<br />
É em ti que eu me abrigo<br />
Me perco<br />
Me encontro<br />
Me desespero<br />
És o meu amante<br />
A minha droga<br />
O meu narcótico<br />
Tudo se vai tudo se dissipa<br />
E no fim eu volto sempre<br />
Sempre<br />
Os teus braços são o meu antro<br />
O meu porto inevitável<br />
Tu estás sempre presente em tudo o que sou<br />
Em tudo o que faço<br />
Ninguém saberá<br />
Mas tu és<br />
Serás sempre o meu amante clandestino<br />
Predilecto<br />
Discricionário<br />
Eu sei que  nem eu<br />
Nem tu<br />
Jamais nos conseguiremos  desagregar<br />
Mormente tu estarás sempre comigo<br />
TU<br />
Minha POESIA</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
Março de 2004
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Afinidades Literárias no Metropolitano</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/29/afinidades-literarias-no-metropolitano/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/29/afinidades-literarias-no-metropolitano/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Aug 2005 13:27:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>J. T. Parreira</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/29/afinidades-literarias-no-metropolitano/</guid>
		<description><![CDATA[	
	The apparition of these faces in the crowd;
Petals on a wet, black bough.
	A aparição destas faces na multidão;
pétalas num húmido, negro ramo. 
	Ezra Pound  
	
	Mingled
breath and smell
so close
mingled
black and white
so near
no room for fear                     [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/pound.gif' alt='Ezra Pound' width='150' /></p>
	<p>The apparition of these faces in the crowd;<br />
Petals on a wet, black bough.</p>
	<ol>A aparição destas faces na multidão;<br />
pétalas num húmido, negro ramo. </ol>
	<p><strong>Ezra Pound</strong>  </p>
	<p><img src='/images/10man.jpg' alt='Langston Hughes' width='150' /></p>
	<p>Mingled<br />
breath and smell<br />
so close<br />
mingled<br />
black and white<br />
so near<br />
no room for fear                                     </p>
	<ol>Misturados<br />
fôlego e cheiros<br />
tão íntimos<br />
misturados<br />
negro e branco<br />
tão próximos<br />
sem espaço para o medo.</ol>
	<p><strong>Langston Hughes</strong></p>
	<p>De quantos inumeráveis poemas existem, que podem ser seleccionados para integrar o conjunto das afinidades literárias, estes dois são paradigmáticos.<br />
As afinidades literárias,  revelam-se no lugar - o <em>Metro</em> ou o <em>Subway</em> - que ambos os poetas usaram como referente poético para caracterizar um espaço ligado socialmente às multidões na hora de ponta. Por essa razão, ambos os poemas têm um referencial urbano.<br />
Em primeiro lugar pela sua concentração, em segundo pelos referentes espaço-tempo.<br />
O único ponto em que se afastam, é no método imagístico e na proposta poemática de cada um. No entanto, ambos os poemas tentam explicar o mundo com uma imagem. Cada um com a sua imagem.<br />
O poema de Pound recorrendo ao que ele próprio chama de <em>phanopeia</em> ou a criação de uma imagem na imaginação visual, o de Hughes <em>tirando e revelando</em>, à luz da história social dos Estados Unidos, uma fotografia da realidade.<br />
Não obstante as diferenças, literariamente falando, um e outro pertencem ao estilo do «<em>poema-minuto</em>», na clássica classificação do poeta, crítico e tradutor brasileiro Augusto de Campos.<br />
As próprias dimensões, na forma e no conteúdo, de ambos os poemas têm afinidades.<br />
Octávio Paz classificava o poema longo como sendo «<em>uma sucessão de momentos intensos</em>». Perante estes dois poemas curtos, estamos confrontados com o mesmo princípio, todavia no inverso e no singular. São dois escritos poéticos como um só momento intenso.<br />
Existem em ambos duas ordens de factos, porém com uma relação profunda, patética e essencial.  Como se os caminhos das afinidades literárias, finalmente nos conduzissem a um ponto onde se sublinharia, nos dois poemas, uma hipotética «origem» literária.<br />
Nesse sentido, e numa síntese meramente experimental, poderíamos dizer que <em>In a Station of Metro</em> é puro Kafka, porque descreve o que são os rostos na multidão, como a metáfora da transformação que existe em  <em>A Metamorfose</em>; e que <em>Subway Rush Hour </em> é Hemingway, por deixar o leitor diante da razão pela qual é injustificável haver segregação racial, utilizando a crónica de acontecimentos, subtil mas poderosa como no conto «Os Assassinos».  </p>
	<p>© J. T. Parreira<br />
<font size="1">traduções feitas por J. T. Parreira</font></p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/29/afinidades-literarias-no-metropolitano/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Em mim habita o intemporal</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/29/em-mim-habita-o-intemporal/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/29/em-mim-habita-o-intemporal/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Aug 2005 09:20:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/29/em-mim-habita-o-intemporal/</guid>
		<description><![CDATA[	 
	Mergulhas nas águas do olvido
e transformas-te em sereia
	Jasão sabia do teu destino
por isso
prendeu Ulisses ao mastro
para que não fosse possuído
pelo teu canto
	Jocasta
continuava a esperar
pelo seu amado
Tu cantavas o teu canto triste
e Ulisses já se encontrava
a caminho de casa
	Tu não sabes
mas estas informações
estão registadas no teu corpo
Um dia terás oportunidade
de eu te relatar
estas metamorfoses
pois
eu fui [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/f047125.jpg' alt='www.thousandimages.com' /> </p>
	<p>Mergulhas nas águas do olvido<br />
e transformas-te em sereia</p>
	<p>Jasão sabia do teu destino<br />
por isso<br />
prendeu Ulisses ao mastro<br />
para que não fosse possuído<br />
pelo teu canto</p>
	<p>Jocasta<br />
continuava a esperar<br />
pelo seu amado<br />
Tu cantavas o teu canto triste<br />
e Ulisses já se encontrava<br />
a caminho de casa</p>
	<p>Tu não sabes<br />
mas estas informações<br />
estão registadas no teu corpo<br />
Um dia terás oportunidade<br />
de eu te relatar<br />
estas metamorfoses<br />
pois<br />
eu fui testemunha<br />
do teu destino</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong><br />
Funchal 29 de Agosto de 2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/29/em-mim-habita-o-intemporal/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Pêndulo</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/29/pendulo/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/29/pendulo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 29 Aug 2005 09:18:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/29/pendulo/</guid>
		<description><![CDATA[	Como um relógio marca a duração
de um ensejo
assim foi meu acordar
delimitando o tempo de descanso interrompido
ou simplesmente finalizado
hoje apeteceu-me cantar e
ao abrir as janelas do meu quarto
deparei-me com uma rosa perfumada e fresca
que desabrochara durante a alvorada
contemplei-a e era capaz de jurar
que ao olhá-la ela se abriu ainda mais
para mim
como se me quisesse sorrir…….
	© Piedade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Como um relógio marca a duração<br />
de um ensejo<br />
assim foi meu acordar<br />
delimitando o tempo de descanso interrompido<br />
ou simplesmente finalizado<br />
hoje apeteceu-me cantar e<br />
ao abrir as janelas do meu quarto<br />
deparei-me com uma rosa perfumada e fresca<br />
que desabrochara durante a alvorada<br />
contemplei-a e era capaz de jurar<br />
que ao olhá-la ela se abriu ainda mais<br />
para mim<br />
como se me quisesse sorrir…….</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
Funchal, 29/08/2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/29/pendulo/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Somewhere in the wild nature</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/28/somewhere-in-the-wild-nature/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/28/somewhere-in-the-wild-nature/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Aug 2005 19:32:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/28/somewhere-in-the-wild-nature/</guid>
		<description><![CDATA[	
	É no cérebro que a papoila se revela vermelha, que a
      maçã se torna aromática, que a cotovia canta.
	                           Oscar Wilde
	Os cheiros da minha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://www.thousandimages.com/fotos/a109/f109274.jpg" alt="www.thousandimages.com" width="400" /></p>
	<ol>É no cérebro que a papoila se revela vermelha, que a<br />
      maçã se torna aromática, que a cotovia canta.</p>
	<p>                           Oscar Wilde</ol>
	<p>Os cheiros da minha infância<br />
continuam a acompanhar-me<br />
causando em mim<br />
uma divisão dualística</p>
	<p>As imagens flúem<br />
em mim<br />
ora no presente<br />
ora no passado<br />
por vezes<br />
tenho dificuldade<br />
em decifrar<br />
esse tempo que me habita<br />
e me expulsa<br />
como se fosse uma vulva gigante<br />
que me expele<br />
para o espaço sideral<br />
onde o azul tinge tudo</p>
	<p>Hoje aprendi<br />
que os sonhos são os movimentos peristálticos<br />
do cérebro<br />
e que<br />
o orvalho são as lágrimas<br />
dos anjos que cuidam de nós</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong><br />
Funchal, 28 de Agosto de 2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/28/somewhere-in-the-wild-nature/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>José</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/28/jose/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/28/jose/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 28 Aug 2005 16:21:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>J. T. Parreira</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/28/jose/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Estou num sonho deserto
debaixo da noite e do dia
no fundo do vento
A mão suja
tenta a saída
do fundo do poço
Mas o céu é um tecto
o céu espelha
só meu grito
sem que ninguém ouça.
	© J. T. Parreira

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://prosema.no.sapo.pt/imagens/joseph.jpg" width="300" /></p>
	<p>Estou num sonho deserto<br />
debaixo da noite e do dia<br />
no fundo do vento<br />
A mão suja<br />
tenta a saída<br />
do fundo do poço<br />
Mas o céu é um tecto<br />
o céu espelha<br />
só meu grito<br />
sem que ninguém ouça.</p>
	<p>© <strong>J. T. Parreira</strong>
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A flor do desejo</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/27/a-flor-do-desejo/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/27/a-flor-do-desejo/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 27 Aug 2005 11:05:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/27/a-flor-do-desejo/</guid>
		<description><![CDATA[	
	As horas expandem-se
e derramam-se sobre ti
abrindo o túnel que teimosamente
negavas a sua existência
	As tuas coxas
abrem-se e
prolongam-se para lá do rio
que corre em mim
	De mansinho
entro no teu templo
e aos poucos
vou me habituando
ao teu desejo
que de tão intenso
te provoca espasmos
dando vazão
à tua fúria de viver a carne
	© Rogério Saviniano Telo
27 de Agosto de 2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://prosema.no.sapo.pt/imagens/f539037.jpg" alt="www.thousandimages.com" /></p>
	<p>As horas expandem-se<br />
e derramam-se sobre ti<br />
abrindo o túnel que teimosamente<br />
negavas a sua existência</p>
	<p>As tuas coxas<br />
abrem-se e<br />
prolongam-se para lá do rio<br />
que corre em mim</p>
	<p>De mansinho<br />
entro no teu templo<br />
e aos poucos<br />
vou me habituando<br />
ao teu desejo<br />
que de tão intenso<br />
te provoca espasmos<br />
dando vazão<br />
à tua fúria de viver a carne</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong><br />
27 de Agosto de 2005
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Diáspora</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/26/diaspora/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/26/diaspora/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Aug 2005 09:43:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/26/diaspora/</guid>
		<description><![CDATA[	Povo que sofres no limbo
afasta de ti esse cálice de vinho tinto
de púrpura
	De tanto sofrer
já não te dás conta
dessa tua condição
	Anda vem com a tua garra
e vive o teu viver
verás que no fim da eterna noite
começará um novo dia
cheio de novas vivências
e certamente serás mais feliz
	© Rogério Saviniano Telo
26 de Agosto de 2006

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Povo que sofres no limbo<br />
afasta de ti esse cálice de vinho tinto<br />
de púrpura</p>
	<p>De tanto sofrer<br />
já não te dás conta<br />
dessa tua condição</p>
	<p>Anda vem com a tua garra<br />
e vive o teu viver<br />
verás que no fim da eterna noite<br />
começará um novo dia<br />
cheio de novas vivências<br />
e certamente serás mais feliz</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong><br />
26 de Agosto de 2006
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Girassóis</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/26/girassois/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/26/girassois/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 26 Aug 2005 09:37:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/26/girassois/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Encerrei
com esta lágrima obstinada
e silenciosa
que caiu dos meus olhos
marejados de intempérie
e mágoa
como um orvalho que destilei
sobre a relva dum prado árido
e debaixo de um dia
pardacento mas seco
	Encerrei
um ciclo neste acabar
de um acalento
uma boca contraída
um momento
não mais derramarei
uma lágrima sequer
e dos prados
que se tornaram verdes
com o passar dos tempos
brotarão
girassóis
que alegrarão os campos
	© Piedade Araújo Sol
26/08/2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://www.boulder.swri.edu/~spencer/nikongallery/sunflower0301.jpg" width="400" /></p>
	<p>Encerrei<br />
com esta lágrima obstinada<br />
e silenciosa<br />
que caiu dos meus olhos<br />
marejados de intempérie<br />
e mágoa<br />
como um orvalho que destilei<br />
sobre a relva dum prado árido<br />
e debaixo de um dia<br />
pardacento mas seco</p>
	<p>Encerrei<br />
um ciclo neste acabar<br />
de um acalento<br />
uma boca contraída<br />
um momento<br />
não mais derramarei<br />
uma lágrima sequer<br />
e dos prados<br />
que se tornaram verdes<br />
com o passar dos tempos<br />
brotarão<br />
girassóis<br />
que alegrarão os campos</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
26/08/2005
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O que disse o Poeta a propósito de faróis</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/24/o-que-disse-o-poeta-a-proposito-de-farois/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/24/o-que-disse-o-poeta-a-proposito-de-farois/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Aug 2005 12:58:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>J. T. Parreira</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/24/o-que-disse-o-poeta-a-proposito-de-farois/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Solo guardas tinieblas
Pablo Neruda
	Faróis? São os gumes
da espada
que corta a noite.
	Aos gomos parece
que cai, a noite
precipita-se em sombras no mar.
	É densa a noite
mas parece elástica
quando o farol
	revolve o escuro
das íntimas
gavetas.
	Faróis? São os guardas
que emergem
da altura das trevas,
	o seu olhar
guia como os olhos
aos pássaros marítimos.
	Como o mar
se assombra
ante esses sóis fictícios!
	© J. T. Parreira
21-8-2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/farol.jpg' alt='farol' /></p>
	<ol><em>Solo guardas tinieblas</em><br />
Pablo Neruda</ol>
	<p>Faróis? São os gumes<br />
da espada<br />
que corta a noite.</p>
	<p>Aos gomos parece<br />
que cai, a noite<br />
precipita-se em sombras no mar.</p>
	<p>É densa a noite<br />
mas parece elástica<br />
quando o farol</p>
	<p>revolve o escuro<br />
das íntimas<br />
gavetas.</p>
	<p>Faróis? São os guardas<br />
que emergem<br />
da altura das trevas,</p>
	<p>o seu olhar<br />
guia como os olhos<br />
aos pássaros marítimos.</p>
	<p>Como o mar<br />
se assombra<br />
ante esses sóis fictícios!</p>
	<p>© <strong>J. T. Parreira</strong><br />
21-8-2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/24/o-que-disse-o-poeta-a-proposito-de-farois/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Corpo de ébano</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/24/corpo-de-ebano/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/24/corpo-de-ebano/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 24 Aug 2005 06:51:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/24/corpo-de-ebano/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Corpo de ébano
que jazes no fundo da turfa
sai do teu sono letárgico
levanta-te
e oferece os lábios carnudos
à noite
que é sábia companheira
com os segredos do amor
Certamente que te indicará
o norte como destino
e ensinar-te-à
como deves fazer
para que o teu corpo
chegue incólume
até aos desejos
que te possuem
e retesam-te os seios
ardentes de carícias
	© Rogério Saviniano Telo
Funchal, 24 de Agosto de 2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://madrigal.do.sapo.pt/img/f763050.jpg" width="400" /></p>
	<p>Corpo de ébano<br />
que jazes no fundo da turfa<br />
sai do teu sono letárgico<br />
levanta-te<br />
e oferece os lábios carnudos<br />
à noite<br />
que é sábia companheira<br />
com os segredos do amor<br />
Certamente que te indicará<br />
o norte como destino<br />
e ensinar-te-à<br />
como deves fazer<br />
para que o teu corpo<br />
chegue incólume<br />
até aos desejos<br />
que te possuem<br />
e retesam-te os seios<br />
ardentes de carícias</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong><br />
Funchal, 24 de Agosto de 2005
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Luar de Agosto</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/23/luar-de-agosto/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/23/luar-de-agosto/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Aug 2005 13:07:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/23/luar-de-agosto/</guid>
		<description><![CDATA[	Chamo-te de Rosa-luz
porque não sei o teu nome
e porque enches de luz os meus dias
mesmo sabendo
que um dia a escuridão
virá cobrir todo o meu mundo
	Quando já nada restar
do que eu fui
vai ao jardim mais perfumado
desta cidade de luz branca
colhe uma rosa
recolhe as pétalas
depois
à beira-rio
espalha os segmentos da rosa
em memória do nosso sonho
	© Rogério Saviniano Telo
Lisboa, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Chamo-te de Rosa-luz<br />
porque não sei o teu nome<br />
e porque enches de luz os meus dias<br />
mesmo sabendo<br />
que um dia a escuridão<br />
virá cobrir todo o meu mundo</p>
	<p>Quando já nada restar<br />
do que eu fui<br />
vai ao jardim mais perfumado<br />
desta cidade de luz branca<br />
colhe uma rosa<br />
recolhe as pétalas<br />
depois<br />
à beira-rio<br />
espalha os segmentos da rosa<br />
em memória do nosso sonho</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong><br />
Lisboa, 23 de Agosto de 2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/23/luar-de-agosto/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Nocturno andante com fuga</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/22/nocturno-andante-com-fuga/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/22/nocturno-andante-com-fuga/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Aug 2005 10:35:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/22/nocturno-andante-com-fuga/</guid>
		<description><![CDATA[	As gotículas de chuva
pigmemtam-me a pele
e sinto-me mais vivo
depois
terei de visitar os fantasmas
e pagar-lhes um tributo
pois estes devolveram-me
a vontade de viver
aqui neste sítio onde
em cada esquina
se vislumbra um pedinte
e os pombos
debicam este futuro incerto
mas também portador
da fúria de viver
	Depois deporei
uma flor
no teu túmulo
meu pássaro amado
que feneceste
antes da eclosão do sonho
	© Rogério Saviniano Telo
Lisboa, 22 de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>As gotículas de chuva<br />
pigmemtam-me a pele<br />
e sinto-me mais vivo<br />
depois<br />
terei de visitar os fantasmas<br />
e pagar-lhes um tributo<br />
pois estes devolveram-me<br />
a vontade de viver<br />
aqui neste sítio onde<br />
em cada esquina<br />
se vislumbra um pedinte<br />
e os pombos<br />
debicam este futuro incerto<br />
mas também portador<br />
da fúria de viver</p>
	<p>Depois deporei<br />
uma flor<br />
no teu túmulo<br />
meu pássaro amado<br />
que feneceste<br />
antes da eclosão do sonho</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong><br />
Lisboa, 22 de Agosto
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Invenção</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/22/invencao/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/22/invencao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 22 Aug 2005 09:25:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/22/invencao/</guid>
		<description><![CDATA[	Perdi a senha
não sei como alcançar
e me introduzir nesse cosmos
	Eu tinha um mundo só meu
onde bastava um sorriso
talvez
mas… há tanto tempo
que esse olhar ficou algures
tresmalhado
	Meu pai dizia: não vás
atrás de sonhos, eles são isso
mesmo
e nunca passarão disso
utopias
	Minha mãe dizia: vai segue
sempre os teus sonhos, poderão
nunca passar disso, mas ajudar-te-ão a viver
	E eu fiquei entre os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Perdi a senha<br />
não sei como alcançar<br />
e me introduzir nesse cosmos</p>
	<p>Eu tinha um mundo só meu<br />
onde bastava um sorriso<br />
talvez<br />
mas… há tanto tempo<br />
que esse olhar ficou algures<br />
tresmalhado</p>
	<p>Meu pai dizia: não vás<br />
atrás de sonhos, eles são isso<br />
mesmo<br />
e nunca passarão disso<br />
utopias</p>
	<p>Minha mãe dizia: vai segue<br />
sempre os teus sonhos, poderão<br />
nunca passar disso, mas ajudar-te-ão a viver</p>
	<p>E eu fiquei entre os sonhos<br />
e um mundo que nunca foi meu<br />
e quis ir<br />
e nunca fui<br />
fiquei…</p>
	<p>Hoje procuro a senha<br />
para conseguir deixar os sonhos<br />
e entrar nesse mundo<br />
que nunca foi meu…</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
22/08/2005
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Cai o pano</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/19/cai-o-pano/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/19/cai-o-pano/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 19 Aug 2005 13:17:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/19/cai-o-pano/</guid>
		<description><![CDATA[	Como um espectro
penetras na noite taciturna
e gotejando por entre os dedos
saem letras, cálculos
algarismos e fracções
	Papeis brancos timbrados
papeis lisos ou amarrotados
que ficam impecavelmente
escriturados em letra fina
preenchidos com números redondos
	Entre espasmos de isolamento
a madrugada desponta
e o céu fica pincelado de sangue
te iluminando a vidraça
e o palco do teu desânimo
	© Piedade Araújo Sol
19/08/2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Como um espectro<br />
penetras na noite taciturna<br />
e gotejando por entre os dedos<br />
saem letras, cálculos<br />
algarismos e fracções</p>
	<p>Papeis brancos timbrados<br />
papeis lisos ou amarrotados<br />
que ficam impecavelmente<br />
escriturados em letra fina<br />
preenchidos com números redondos</p>
	<p>Entre espasmos de isolamento<br />
a madrugada desponta<br />
e o céu fica pincelado de sangue<br />
te iluminando a vidraça<br />
e o palco do teu desânimo</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
19/08/2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/19/cai-o-pano/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>As Ceifeiras  de Pessoa e Wordsworth</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/18/as-ceifeiras-de-pessoa-e-wordsworth/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/18/as-ceifeiras-de-pessoa-e-wordsworth/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 18 Aug 2005 19:54:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>J. T. Parreira</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/18/as-ceifeiras-de-pessoa-e-wordsworth/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Um século com as suas crises de romantismo, simbolismo e futurismo se entrepõe entre a romantizada ceifeira de William Wordsworth e a ceifeira modernista de Fernando Pessoa.
A primeira, vê-se sob a luz do bucolismo da viagem do poeta inglês à Escócia, em 1803; a segunda é vista na imaginação de Pessoa, a partir da urbanidade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://madrigal.do.sapo.pt/img/silva_porto5g%201%20.jpg" alt="tela de Silva Porto" /></p>
	<p lign="justify">Um século com as suas crises de romantismo, simbolismo e futurismo se entrepõe entre a romantizada <em>ceifeira</em> de <strong>William Wordsworth</strong> e a <em>ceifeira</em> modernista de <strong>Fernando Pessoa</strong>.<br />
A primeira, vê-se sob a luz do bucolismo da viagem do poeta inglês à Escócia, em 1803; a segunda é vista na imaginação de Pessoa, a partir da urbanidade de Lisboa, datada antes de 19-1-1915.<br />
Uma é toda realidade bucólica, a outra é argumento para o pensamento<br />
filosófico sobre o Ser; a «escocesa» é apenas uma ceifeira, a «portuguesa» é ícone para o mistério ontológico. Claro que a primeira é um retrato poético de um poeta romântico, a segunda é um poema de Pessoa, que - parafraseando o próprio -  tem mais razões para escrever que a vida.</p>
	<p><img src="http://madrigal.do.sapo.pt/img/FernandoPessoa.jpg" alt="Fernando Pessoa" width="150" /></p>
	<li>Onde Pessoa foi buscar a sua <em>ceifeira</em>?</li>
	<p align="justify">Nas várias obras que o poeta português exibia nas estantes da sua posteriormente chamada  Biblioteca Fernandina, como nas incalculáveis e diversificadas leituras que foi fazendo enquanto duraram os seus óculos.<br />
Nessa mistura de livros avultam as obras críticas e as obras de poesia do romantismo inglês.<br />
A relação entre a obra poética heterónima e ortónima de Pessoa com os livros que leu, o que o poeta terá ou não assimilado, torna-se hoje impossível pelo lado do acesso a esses volumes. É sabido, nos meios pessoanos, que Pessoa «<em>vendeu livros para aquisição de outros, ofereceu livros a amigos, perdeu alguns como resultado de mudanças de residência e arrumações apressadas.</em>»<br />
Há, no entanto, mais do que uma simples relação entre leituras, ou uma predisposição para estar simplesmente ao serviço das musas da inspiração sobre qualquer coisa como <em>ceifeiras</em>, salvo melhor opinião.<br />
Entre os versos iniciais do poema pessoano (<em>vd. Poesias, Ática, 1973, pág. 110 </em>) «<em>Ela canta, pobre ceifeira, / Julgando-se feliz talvez </em>», e os 5º e 6º versos da primeira estrofe do poema de Wordsworth, «<em>Sozinha ceifa no mundo / E canta melancolia</em>», não é apenas a mobilidade do tempo que transcorre, mas uma mistura de características que se presume unirem para identificar a actividade, a atitude e o <em>estado psicológico</em> da «mesma» ceifeira. Em ambos os poetas a personagem passa pelo mundo com idêntica melancolia e em ambos os retratos existe, no fundo, igual tendência para a filosofia.<br />
De facto, tanto em Fernando Pessoa como no poeta romântico inglês, ambos os poemas se iniciam com o recurso a bucolismos, para partirem finalmente rumo à filosofia da tristeza, à análise do ser, ao estado de solidão, ao auto-convencimento de que se é «<em>feliz talvez </em>». Em qualquer dos casos, sobe-se da beleza bucólica do campo para um patamar de suposto pessimismo quanto à vida.<br />
Porém, este aspecto tendente à filosofia está mais presente no autor português. Nos versos da «<em>Ceifeira</em>», como em quase toda a sua poesia, a poética pessoana nunca foi, não é ainda e nem será jamais isolada da filosofia, tanto no fundo como na forma.<br />
Assim é esta poesia que começa por uma exclamação admirativa, não tanto do cantar da ceifeira, mas de que pesando as circunstâncias «<em>Ela canta, pobre ceifeira</em>.»</p>
	<li>O Romantismo</li>
	<p align="justify">Essa admiração tem fundamentos no romantismo, porque refere um acto de entrega do homem à natureza, a recolha dos frutos da terra, a atitude telúrica que integra homem e chão - na voz da ceifeira <em>há o campo e a lida</em> - , salvo melhor opinião, possui também fundamentos no pensamento profundo de Pessoa, na filosofia sobretudo. Como consequência desse mistério ontológico, em que o autor de <em>Mensagem</em> junta metafísica e realidade, a sua ceifeira não poderia fugir a este «fado» português: Ela «<em>canta como se tivesse mais razões pra cantar que a vida</em>», e «<em>Ouvi-la alegra e entristece</em>».<br />
 Do ponto de vista estritamente literário, à parte da filosofia, «a poesia da Ceifeira»- como o próprio Pessoa a chamava - é, pela sua estrutura formal e rimática, uma poesia clássica. Em carta dirigida ao seu amigo Cortês-Rodrigues, datada de 19-1-1915, o poeta confessa o seu gosto pessoal por essa poesia, afirmando que conseguiu «dar a nota paúlica em linguagem simples», vai mais longe do que a literatura e a escola poética do paúlismo, afirmando num assomo de auto-análise psicológica a descrença na sua própria personalidade:</p>
	<ol>Ah, poder ser tu, sendo eu!<br />
                           Ter a tua alegre inconsciência,<br />
                           E a consciência disso! (&#8230;)</ol>
	<p align="justify">Com efeito, a <em>Ceifeira</em>, utilizando alguns expedientes românticos (<em>Ó céu, Ó campo, Ó canção</em>), elegância de linguagem (<em>na sua voz há o campo e a lida</em>), não é apenas um poema bucólico, é sobretudo uma análise ontológica do ser, sem dúvida um apontamento introspectivo sobre a alma e a vida.</p>
	<p><img src="http://madrigal.do.sapo.pt/img/Wordsworth.jpg" alt="William Wordsworth" width="150" /></p>
	<li><em>The Solitary Reaper</em></li>
	<p align="justify">Ao contrário, a composição poética «<em>The solitary reaper</em>» (<em>A ceifeira solitária</em>) assenta numa tradição do bucolismo europeu. Reparte-se entre o subjectivismo da cultura romântica inglesa e a imitação objectiva da natureza. O poema de Wordworth é um retrato e um relato de personagem e de lugar, a Escócia rural do início do séclo XIX. O poeta transcreve  a linguagem da natureza, a solidão dos trabalhos do campo, onde o bucolismo se reflecte, como é tradição do romantismo, em estados de alma. Do ponto de vista da cópia da natureza, a poesia lírica do criador do Romantismo inglês, com as suas <em>Lyrical Ballads</em>, glosa alguns pássaros em contraste com o cântico da ceifeira. As aves e essa rapariga das Terras Altas cantam para si mesmas.</p>
	<ol> Behold her, single in he field,<br />
                          Yon solitary Highland Lass!<br />
                           Reaping and singing by herself;<br />
                           Stop here, or gently pass!<br />
                           Alone she cuts and binds the grain,<br />
                           And sings melancholy strain;<br />
                           O listen! for the Vale profound<br />
                           Is overflowing with the sound.</ol>
	<ol>(&#8230;)<br />
                           Will no one tell me what she sings?<br />
                            (&#8230;)<br />
                            The music in my heart I bore,<br />
                             Long after it was heard no more.</ol>
	<p alin="justify">Na primeira estrofe de oito versos e na segunda do poema, da solidão da ceifeira transborda para todo o vale profundo uma harmonia que se transforma em bálsamo para os viajantes cansados. O cântico melancólico dela é mais poderoso e benéfico do que os gorjeios dos cucos ou as melodias do rouxinol, para quem esteja nas areias da Arábia ou nos silêncios das distantes Hébridas.<br />
Mas <em>ninguém dirá  por que ela canta ?</em> a ceifeira de Wordsworth, e mesmo usando as chamadas afinidades literárias entre ambos os retratos de dois autores tão distintos cronológica e psicologicamente, não é a mesma cadência, nem a mesma harmonia lamentosa, que nos pode responder. Talvez o mistério de ambos os cantares.<br />
Que coisas da história, do presente, da alma humana, do infinito do ser, ela canta? E também a <em>ceifeira</em> do Pessoa?  Seja o que for, o canto das ceifeiras é tão poderoso e universal, que ao deixar de se ouvir fisicamente, passa a constituir um eco infinito dentro do coração do poeta e de quem o ouviu. É a impressão metafísica que a natureza deixa em nós, como um rasto para compreendermos o humano? Que coisas canta a <em>ceifeira</em>? E arde-nos o coração.<br />
Análises teológico-metafísicas e outras tantas psicografias são menos suscitadas em «<em>The solitary reaper</em>» que na <em>Ceifeira</em> de Fernando Pessoa. No entanto, este procurou-as na época - em 1905 - em que lia Wordsworth. A dimensão filosófica que Pessoa confere ao seu poema, que o poeta inglês dos Lagos românticos não perseguiu no seu, culmina na chamada estrofe do sentimento pensante, que todos aqueles que conhecem, e amam,  a obra pessoana recordam:</p>
	<ol><em>O que em mim sente‘ stá pensando.</em> </ol>
	<p>© J. T. Parreira
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Prenúncio</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/18/prenuncio/</link>
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		<pubDate>Thu, 18 Aug 2005 16:12:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/18/prenuncio/</guid>
		<description><![CDATA[	Ontem fui invadido pela tua voz
afastada que me chegou dos céus
flutuei e senti-me desprendida
	Quem és tu, perguntei obstinadamente
enquanto meus ouvidos
te escutavam
	Queria prosseguir esta vontade
de querer
ficar assim perpetuamente
	Flutuei nessa voz longínqua
e acho que sem querer
vi-te no paraíso
	prenúncio de um fim
sem principio
	© Piedade Araújo Sol
18/08/2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Ontem fui invadido pela tua voz<br />
afastada que me chegou dos céus<br />
flutuei e senti-me desprendida</p>
	<p>Quem és tu, perguntei obstinadamente<br />
enquanto meus ouvidos<br />
te escutavam</p>
	<p>Queria prosseguir esta vontade<br />
de querer<br />
ficar assim perpetuamente</p>
	<p>Flutuei nessa voz longínqua<br />
e acho que sem querer<br />
vi-te no paraíso</p>
	<p>prenúncio de um fim<br />
sem principio</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
18/08/2005
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Solilóquio</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/17/soliloquio/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/17/soliloquio/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Aug 2005 08:20:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/17/soliloquio/</guid>
		<description><![CDATA[	Minhas mãos esfaceladas
pelas águas revoltas
libertam as impurezas
que num gesto infrutífero
tento desprender
para um esconderijo
distraído dessas marés
que chegam e abalam
que lambem a areia
como um réprobo
reza a sua última prece
	© Piedade Araújo Sol
17/08/2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Minhas mãos esfaceladas<br />
pelas águas revoltas<br />
libertam as impurezas<br />
que num gesto infrutífero<br />
tento desprender<br />
para um esconderijo<br />
distraído dessas marés<br />
que chegam e abalam<br />
que lambem a areia<br />
como um réprobo<br />
reza a sua última prece</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
17/08/2005
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Dádiva</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/16/davida/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/16/davida/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Aug 2005 10:32:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/16/davida/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Toma esta flor. É uma rosa amarela
eu sei que é a tua flor preferida
Coloca-a no teu cabelo escuro e liso
o verde dos teus olhos
desatará uma luminosidade
qual labareda refulgente
que assim perdurará
Sei que arrecadarás as pétalas
como se fosse uma preciosidade
e sei que adormecerás com a sua fragrância
inundando-te o leito  quente e tão macio
como a tua epiderme…
	© [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/rosa_amarela.jpg'  /></p>
	<p>Toma esta flor. É uma rosa amarela<br />
eu sei que é a tua flor preferida<br />
Coloca-a no teu cabelo escuro e liso<br />
o verde dos teus olhos<br />
desatará uma luminosidade<br />
qual labareda refulgente<br />
que assim perdurará<br />
Sei que arrecadarás as pétalas<br />
como se fosse uma preciosidade<br />
e sei que adormecerás com a sua fragrância<br />
inundando-te o leito  quente e tão macio<br />
como a tua epiderme…</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
16/08/2005
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Sonhei que sonhava</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/16/sonhei-que-sonhava/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/16/sonhei-que-sonhava/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 16 Aug 2005 09:14:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/16/sonhei-que-sonhava/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Que deuses te trouxeram até mim
feiticeira do mar
que trazes enleadas nas tuas coxas
as promessas
do devir dos corpos
que habitaste noutras épocas
e que te fizeram migrar
nas águas cálidas
do ventre da terra
onde os dias correm céleres
e o pêndulo inexorável do tempo
nos transforma em bonecos
e que depois duma transmutação
seremos elevados nos ares
porque depois dessa transformação
ganhamos asas
e transformamo-nos
em seres alados
	© [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/f1113003.jpg' alt='www.thousandimages.com' width='400' /></p>
	<p>Que deuses te trouxeram até mim<br />
feiticeira do mar<br />
que trazes enleadas nas tuas coxas<br />
as promessas<br />
do devir dos corpos<br />
que habitaste noutras épocas<br />
e que te fizeram migrar<br />
nas águas cálidas<br />
do ventre da terra<br />
onde os dias correm céleres<br />
e o pêndulo inexorável do tempo<br />
nos transforma em bonecos<br />
e que depois duma transmutação<br />
seremos elevados nos ares<br />
porque depois dessa transformação<br />
ganhamos asas<br />
e transformamo-nos<br />
em seres alados</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong><br />
Funchal, 16 de Agosto de 2005
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Perito em Anjos</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/15/perito-em-anjos/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/15/perito-em-anjos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 Aug 2005 11:37:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>J. T. Parreira</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/15/perito-em-anjos/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Os anjos têm no corpo vento
assim mesmo ficam ao nosso lado
anjos que nos dispensam
um olhar discreto
e nos abordam sem alterar
a respiração da terra
Os anjos são testemunhas
da alegria das estrelas
mas apesar da sua altura
e da beleza
que pousa sobre o ombro
do mundo um branco sóbrio
não nos fazem perder
nem os trigos nem os rios
e tocam-nos sem ferir
nosso amor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://madrigal.do.sapo.pt/img/ANJOSTARSILA.jpg" width="340" /></p>
	<p>Os anjos têm no corpo vento<br />
assim mesmo ficam ao nosso lado<br />
anjos que nos dispensam<br />
um olhar discreto<br />
e nos abordam sem alterar<br />
a respiração da terra<br />
Os anjos são testemunhas<br />
da alegria das estrelas<br />
mas apesar da sua altura<br />
e da beleza<br />
que pousa sobre o ombro<br />
do mundo um branco sóbrio<br />
não nos fazem perder<br />
nem os trigos nem os rios<br />
e tocam-nos sem ferir<br />
nosso amor próprio.</p>
	<p>© <strong>J. T. Parreira</strong>
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Eugénio doesn´t live  here anymore</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/15/eugenio-doesn%c2%b4t-live-here-anymore/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/15/eugenio-doesn%c2%b4t-live-here-anymore/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 15 Aug 2005 10:42:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/15/eugenio-doesn%c2%b4t-live-here-anymore/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Thy body is a portrait
or rather a needlepiece
so many trips around lost seas
sailor of thousand dreams
finally thy found thy port
brother of no brother
I hope from now on
the sea will be always gentle
so that thy can sleep
on the dream
that I cared
to prepare for thy resting night
so long
sailor
	© Rogério Saviniano Telo

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://madrigal.do.sapo.pt/img/f300273.jpg" alt="www.thousandimages.com" width="400" /></p>
	<p>Thy body is a portrait<br />
or rather a needlepiece<br />
so many trips around lost seas<br />
sailor of thousand dreams<br />
finally thy found thy port<br />
brother of no brother<br />
I hope from now on<br />
the sea will be always gentle<br />
so that thy can sleep<br />
on the dream<br />
that I cared<br />
to prepare for thy resting night<br />
so long<br />
sailor</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong>
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>As Ondas</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/14/as-ondas/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/14/as-ondas/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 14 Aug 2005 17:10:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>J. T. Parreira</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/14/as-ondas/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Não posso esquecer.
Um dia me mostraste
as ondas, rajadas de mar
que seca na praia.
	© J. T. Parreira
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://madrigal.do.sapo.pt/img/Ondascontrarochedoolhoondarita.jpg" alt="" /></p>
	<p><font size="3">Não posso esquecer.<br />
Um dia me mostraste<br />
as ondas, rajadas de mar<br />
que seca na praia.</font></p>
	<p>© <strong>J. T. Parreira</strong></p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Brave new world</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/13/brave-new-world/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/13/brave-new-world/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 13 Aug 2005 16:25:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/13/brave-new-world/</guid>
		<description><![CDATA[	Far
beyond the dream
horizontally fall
the flowers of dark stone
blasing fire
assassin of the thousand virgins
that were sleeping on the bank
of this river
that flows towards the sea
to the sea of this oxidated mirror
that hides
these emaciated masks
burning with postponed desire
distant bodies
awaiting for the final spin
that  will sink the boat
and will bring tongues
to set light into this
brave new world
pregnant [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Far<br />
beyond the dream<br />
horizontally fall<br />
the flowers of dark stone<br />
blasing fire<br />
assassin of the thousand virgins<br />
that were sleeping on the bank<br />
of this river<br />
that flows towards the sea<br />
to the sea of this oxidated mirror<br />
that hides<br />
these emaciated masks<br />
burning with postponed desire<br />
distant bodies<br />
awaiting for the final spin<br />
that  will sink the boat<br />
and will bring tongues<br />
to set light into this<br />
brave new world<br />
pregnant of fog<br />
new daring desires<br />
and tender caresses</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong><br />
Funchal, 13 de Agosto de 2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/13/brave-new-world/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Perdição</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/11/perdicao/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/11/perdicao/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Aug 2005 09:23:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/11/perdicao/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Caminho pelas ruelas
dos famintos e dos deserdados
e deparo-me com o teu rosto
anjo alado
que vieste até mim
para deixares a tua marca
	Agora que já não existes
no plano físico
sinto o vazio da tua  presença
e anseio
que a noite caia
pois sei
que tu habitas os meus sonhos
	© Rogério Saviniano Telo
Funchal, 11 de Agosto de 2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/f539016.jpg' alt='www.thousandimages.com' width="380" /></p>
	<p>Caminho pelas ruelas<br />
dos famintos e dos deserdados<br />
e deparo-me com o teu rosto<br />
anjo alado<br />
que vieste até mim<br />
para deixares a tua marca</p>
	<p>Agora que já não existes<br />
no plano físico<br />
sinto o vazio da tua  presença<br />
e anseio<br />
que a noite caia<br />
pois sei<br />
que tu habitas os meus sonhos</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong><br />
Funchal, 11 de Agosto de 2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/11/perdicao/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Devaneio</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/11/devaneio-2/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/11/devaneio-2/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Aug 2005 09:06:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/11/devaneio-2/</guid>
		<description><![CDATA[	Ontem  adormeci sorrindo
enlaçando um sonho
que se entranhou
no meu leito
inundado de prazer
Sonhei que pela planície
cavalgava em loucas corridas
tendo por companhia
a presença imutável
desse sonho ilusório
e o cavalo era preto
com sua crina
ao vento
me levou
e meu leito
por uma noite
em pradaria
se metamorfoseou
	© Piedade Araújo Sol
Funchal, 11/08/2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Ontem  adormeci sorrindo<br />
enlaçando um sonho<br />
que se entranhou<br />
no meu leito<br />
inundado de prazer<br />
Sonhei que pela planície<br />
cavalgava em loucas corridas<br />
tendo por companhia<br />
a presença imutável<br />
desse sonho ilusório<br />
e o cavalo era preto<br />
com sua crina<br />
ao vento<br />
me levou<br />
e meu leito<br />
por uma noite<br />
em pradaria<br />
se metamorfoseou</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
Funchal, 11/08/2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/11/devaneio-2/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Blue indigo</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/11/blue-indigo/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/11/blue-indigo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 11 Aug 2005 08:36:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/11/blue-indigo/</guid>
		<description><![CDATA[	 
	Unveil my eyes
and kiss me goodbye
my body is prepared
to be sliced
I am the new hero
of ancient times
my lips are sealed
my hands look for a sign
I speak the language of the blind
now I am prepared
to drink the glass of cicuta
but
I shall not disturb Socrates
for he is too busy
talking in the Agora
I will continue my destiny
for
I [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/f498134.jpg' alt='www.thousandimages.com' width='480' /> </p>
	<p>Unveil my eyes<br />
and kiss me goodbye<br />
my body is prepared<br />
to be sliced<br />
I am the new hero<br />
of ancient times<br />
my lips are sealed<br />
my hands look for a sign<br />
I speak the language of the blind<br />
now I am prepared<br />
to drink the glass of cicuta<br />
but<br />
I shall not disturb Socrates<br />
for he is too busy<br />
talking in the Agora<br />
I will continue my destiny<br />
for<br />
I am a time voyageur</p>
	<p>© Rogério Saviniano Telo<br />
Funchal, 11 de Agosto de 2005
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Memórias</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/10/memorias/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/10/memorias/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 10 Aug 2005 10:49:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/10/memorias/</guid>
		<description><![CDATA[	Agasalho em mim
esse emudecimento escorrendo
em filigranas de enternecimento
nesse tempo
esfarrapando as manhãs
já tão desviado
e para mim tão próximo
guardo em mim
esta ambição de voltar
a esses silêncios
envolvidos
em tanta cumplicidade
que faz com que eu
sinta as minhas pulsações
como se de um pêndulo
se tratasse
	Agasalho em mim….
	© Piedade Araújo Sol
Funchal, 10/08/2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Agasalho em mim<br />
esse emudecimento escorrendo<br />
em filigranas de enternecimento<br />
nesse tempo<br />
esfarrapando as manhãs<br />
já tão desviado<br />
e para mim tão próximo<br />
guardo em mim<br />
esta ambição de voltar<br />
a esses silêncios<br />
envolvidos<br />
em tanta cumplicidade<br />
que faz com que eu<br />
sinta as minhas pulsações<br />
como se de um pêndulo<br />
se tratasse</p>
	<p>Agasalho em mim….</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
Funchal, 10/08/2005
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Remigio Adares - Poeta de Salamanca</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/09/remigio-adares-poeta-de-salamanca/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/09/remigio-adares-poeta-de-salamanca/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Aug 2005 19:09:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>J. T. Parreira</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/09/remigio-adares-poeta-de-salamanca/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Salamanca abria a sua Plaza Mayor ao sol ainda jovem dos meados da Primavera de 1993. O dia 1 de Maio era um dia de trabalho para a Cultura, em Salamanca. Uma Feira do Livro, uma Homenagem ao poeta Miguel Hernandez, e, no seu habitual feudo, o poeta salmantino Remígio Adares, 70 anos, quase sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://madrigal.do.sapo.pt/img/RemigioJTP.jpg" alt="Remigio Gonzales Adares com J. T. Parreira" /></p>
	<p align="justify">Salamanca abria a sua Plaza Mayor ao sol ainda jovem dos meados da Primavera de 1993. O dia 1 de Maio era um dia de trabalho para a Cultura, em Salamanca. Uma Feira do Livro, uma Homenagem ao poeta Miguel Hernandez, e, no seu habitual feudo, o poeta salmantino Remígio Adares, 70 anos, quase sempre vividos aqui e ali, mas especialmente ali, na entrada do Café El Corrillo. Foi aí que nos conhecemos, naquela manhã do primeiro de Maio de 1993.<br />
O Café El Corrillo tem tertúlias, jazz, outras músicas, poesia, mas tinha, como atalaia, esse velho poeta, que me disse, entre outras conversas: «<em>Yo soy el poeta, y por eso paso </em>» Falamos também de pássaros, porque eu editara recentemente, em Lisboa, «<em>Pássaros Aprendendo Para Sempre e Outros Poemas </em>», e Remigio Adares afirmou-me algo que jamais esquecerei: «<em>Os pássaros parecem-me sempre fumos saindo das chaminés dos &#8220;pueblos&#8221;</em>».<br />
Este poeta de aspecto campesino, por causa do inseparável boné, constituia-se «<em>tão-somente</em>» como um dos grandes difusores da cultura salmantina no mundo, a sua obra estava e está, com certeza, repartida por muitos confins e latitudes onde é estudada.<br />
Soube, recentemente, que havia falecido, já em 2001. Agora jamais voltarei à Plaza del Corrillo, perto da Mayor, porque Remigio Adares já não pára a rua e as escadarias breves da entrada do Café com os seus livros expostos.</p>
	<p>              <strong> SURPREENDES-TE PORQUE TE SURPREENDO</strong> </p>
	<p>               Remigio Gonzalez «Adares» (Salamanca, 1923\2001)</p>
	<p>                          Toledo é a resposta<br />
                          que vive com o ar<br />
                          e a palavra El Greco.</p>
	<p>                          É o teatro que quer ser o outro<br />
                          com as rochas.<br />
                          Frio de pés e grande por sua fábrica que chama<br />
                          as surpresas.</p>
	<p>                          O fogo de sua chave<br />
                          é a ilusão do sol.<br />
                          Retirar as coisas de Toledo<br />
                          e deixá-lo sozinho.</p>
	<p>                          O preço dos passos<br />
                          não existe na distância,<br />
                          mas o caminho obriga o homem<br />
                          que caminhe sempre<br />
                          até nenhuma parte.</p>
	<p>Artigo de J. T. Parreira</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Será a vida um sonho</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/09/sera-a-vida-um-sonho/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/09/sera-a-vida-um-sonho/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Aug 2005 10:04:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/09/sera-a-vida-um-sonho/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Estou aqui
à beira do tempo
lá em baixo a espuma bravia
desfaz-se e refaz-se
lembrando o ciclo infernal
de morrer/renascer
	Este quadro é quase
um convite a dar o salto
e dar início à dispersão dos átomos
	Depois da borrasca
este pôr-de-sol
põe fim a
este pensamento mórbido
que de vez em quando
se agiganta dentro de mim
e de novo os átomos
continuam em excursão sideral
	Como num sonho volto [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/f863050.jpg' alt='www.thousandimages.com' width='480' /></p>
	<p>Estou aqui<br />
à beira do tempo<br />
lá em baixo a espuma bravia<br />
desfaz-se e refaz-se<br />
lembrando o ciclo infernal<br />
de morrer/renascer</p>
	<p>Este quadro é quase<br />
um convite a dar o salto<br />
e dar início à dispersão dos átomos</p>
	<p>Depois da borrasca<br />
este pôr-de-sol<br />
põe fim a<br />
este pensamento mórbido<br />
que de vez em quando<br />
se agiganta dentro de mim<br />
e de novo os átomos<br />
continuam em excursão sideral</p>
	<p>Como num sonho volto à vida</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong><br />
Funchal, 8 de Agosto de 2005
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Divagação</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/08/divagacao/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/08/divagacao/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Aug 2005 09:11:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/08/divagacao/</guid>
		<description><![CDATA[	Olha-me nos olhos, sorri
aplica flores nos meus cabelos
tu sabes que eu gosto das
pétalas das rosas
e de fragrâncias
as flores deitam seu odor
e ficaram
impregnadas de mim
e de ti
gesto simples de fim
de tudo
ou desencadear de nada
	Virá o dia em que me dirás
Vem!!
Preciso de ti!!
	© Piedade Araújo Sol
Funchal, 08 de Agosto de 2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Olha-me nos olhos, sorri<br />
aplica flores nos meus cabelos<br />
tu sabes que eu gosto das<br />
pétalas das rosas<br />
e de fragrâncias<br />
as flores deitam seu odor<br />
e ficaram<br />
impregnadas de mim<br />
e de ti<br />
gesto simples de fim<br />
de tudo<br />
ou desencadear de nada</p>
	<p>Virá o dia em que me dirás<br />
Vem!!<br />
Preciso de ti!!</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
Funchal, 08 de Agosto de 2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/08/divagacao/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Farewell to Sylvia</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/08/farewell-to-sylvia/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/08/farewell-to-sylvia/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Aug 2005 09:08:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/08/farewell-to-sylvia/</guid>
		<description><![CDATA[	
	First I will blind you
then
I will cut a piece of your soul
and throw it into the moon
in honour of
the lord
the sheperd of the suicidals
those who dared to move
inside the oxidated mirror
for they found no reason
to give birth to the diamonds
	© Rogério Saviniano Telo
Funchal, 8 de Agosto de 2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/f664024.jpg' alt='www.thousandimages.com' width='380' /></p>
	<p>First I will blind you<br />
then<br />
I will cut a piece of your soul<br />
and throw it into the moon<br />
in honour of<br />
the lord<br />
the sheperd of the suicidals<br />
those who dared to move<br />
inside the oxidated mirror<br />
for they found no reason<br />
to give birth to the diamonds</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong><br />
Funchal, 8 de Agosto de 2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/08/farewell-to-sylvia/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Fallen angel</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/08/fallen-angel/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/08/fallen-angel/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 08 Aug 2005 09:05:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/08/fallen-angel/</guid>
		<description><![CDATA[	
	O corpo de bailarina rodopia sobre si mesmo
e cai inerte no chão de pedra
a chusma aproximou-se e todos se perguntavam
Quem é?
Eu fui testemunha silente
do findar deste corpo que eu conheci tao intimamente
Num gesto abrupto
afasto-me
e dou por mim a murmurar
que tenhas boa viagem
meu anjo caído
	© Rogério Saviniano Telo
Funchal 8 de agosto de 2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/f790007.jpg' alt='www.thousandimages.com' width='380' /></p>
	<p>O corpo de bailarina rodopia sobre si mesmo<br />
e cai inerte no chão de pedra<br />
a chusma aproximou-se e todos se perguntavam<br />
Quem é?<br />
Eu fui testemunha silente<br />
do findar deste corpo que eu conheci tao intimamente<br />
Num gesto abrupto<br />
afasto-me<br />
e dou por mim a murmurar<br />
que tenhas boa viagem<br />
meu anjo caído</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong><br />
Funchal 8 de agosto de 2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/08/fallen-angel/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Ergative body</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/07/ergative-body/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/07/ergative-body/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 07 Aug 2005 12:57:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/07/ergative-body/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Floating caresses
silky hands
touching my ergative body
that trembles with the mistral wind
and blows through your veins
Painter
oh painter
which dream
am I dreaming about
	© Rogério Saviniano Telo
Funchal, 7 de Agosto de 2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://madrigal.do.sapo.pt/img/f539042.jpg" alt="www.thousandimages.com" width="480" /></p>
	<p>Floating caresses<br />
silky hands<br />
touching my ergative body<br />
that trembles with the mistral wind<br />
and blows through your veins<br />
Painter<br />
oh painter<br />
which dream<br />
am I dreaming about</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong><br />
Funchal, 7 de Agosto de 2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/07/ergative-body/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>A propósito de poemas traduzidos para o inglês</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/05/a-proposito-de-poemas-traduzidos-para-o-ingles/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/05/a-proposito-de-poemas-traduzidos-para-o-ingles/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Aug 2005 22:06:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>J. T. Parreira</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/05/a-proposito-de-poemas-traduzidos-para-o-ingles/</guid>
		<description><![CDATA[	Depois de meia dúzia de poemas traduzidos para a língua inglesa, por Linda Marshall, professora de literatura aposentada, por meu filho mais velho, ele próprio leitor de boa poesia, e por mim próprio com muitas debilidades e imperfeições, tenho-me perguntado porquê.
A resposta imediata estará no aparecimento «físico» desses poemas em websites como Allpoetry, Poets.Org da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p align="justify">Depois de meia dúzia de poemas traduzidos para a língua inglesa, por <strong>Linda Marshall</strong>, professora de literatura aposentada, por meu filho mais velho, ele próprio leitor de boa poesia, e por mim próprio com muitas debilidades e imperfeições, tenho-me perguntado porquê.<br />
A resposta imediata estará no aparecimento «físico» desses poemas em websites como <a target="_blank" href="http://madrigal.blogsome.com/go.php?u=http%3A%2F%2Fallpoetry.com%2F&amp;i=0&amp;c=aca3ef946ad7bfe7de1aba0add8d89e99b634c69">Allpoetry</a>, <a target="_blank" href="http://madrigal.blogsome.com/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.poets.org%2F&amp;i=0&amp;c=ab9f064e18a95aca62aa55de2d427cfcd7e89baf">Poets.Org da Academy of American Poets</a> e <a target="_blank" href="http://madrigal.blogsome.com/go.php?u=http%3A%2F%2Fwww.poetryconnection.net%2F&amp;i=0&amp;c=e6d9310a361fb9a6361d3ee53d5374d5d069d741">PoetryConnection.net</a>, e, já agora, nos comentários de leitores e utilizadores desses fóruns de discussão, alguns acolhendo com surpresa a poesia portuguesa, à qual reconhecem geralmente uma aura de mistério, de sortilégio lírico e de inspiração, manifestando interesse em conhecê-la.<br />
A resposta seguinte está nestas palavras do poeta Mário Dionísio «<em>Concluído o livro, deveria escondê-lo, quer dizer: esconder-me? Teremos o direito de esconder-nos? </em>».  Este poeta do Novo-Cancioneiro, figura marcante do neo-realismo português, escreveu-as a propósito do seu livro de poemas escritos originalmente na língua francesa, <em>Le feu qui dort</em> (Publicações Europa-América, 1967). Narra ainda o poeta e romancista o princípio dessa aventura da escrita em língua estranha, ainda que o autor estivesse ligado à cultura francesa: «<em>Inesperadamente, numa tarde terrivelmente deserta, reparei que dizia sem saber porquê:  &#8220;</em>O toi ma clef  O toi mon ombre et ma clairière<em>&#8220;&#8230; Respirava, sem poder nem querer preocupar-me com a língua em que o fazia.</em>»<br />
Temos o dever de não nos escondermos.</p>
	<p><strong>BULLFIGHT</strong></p>
	<p><em>Man and bull disarm<br />
one another<br />
bodies touch<br />
as arrows<br />
reach their targets<br />
touching his suit of lights<br />
and the bull,s dark hide<br />
coloring the wind<br />
and the soil of the bullring<br />
man and bull<br />
do not deny the contest<br />
until blood<br />
soaks the sand.</em></p>
	<p><strong>A BRASILEIRA DO CHIADO</strong></p>
	<p><em>In the cafe </em>A Brasileira do Chiado<em><br />
sat the plural Pessoa<br />
Fernando with laughter shaking his lips.<br />
They waited for words to pass among them<br />
and the noise of machines<br />
and silence,<br />
the silence that tasted their mouths<br />
on the deserted wharf.</em></p>
	<p><font size="1">Translation of Portuguese by Linda K Marshall</font></p>
	<p>artigo por  J. T. Parreira
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/05/a-proposito-de-poemas-traduzidos-para-o-ingles/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Midnight summer dream</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/05/midnight-summer-dream/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/05/midnight-summer-dream/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Aug 2005 21:53:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/05/midnight-summer-dream/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Neste simbolismo cromático
deixas a água crescer em ti
e eu sonho
com o  carmim das tuas coxas
onde campeiam as ondas
que te levarão ao êxtase
	Corpo abandonado aos desejos
da infância
onde as bonecas continuam
gritando o teu nome
	Tempo que já não tens acesso
pois as ruas estão calcetadas
com as tuas memórias
e eu deliro
com os delírios
que te acometem
vezes sem conta
sempre que viajas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://madrigal.do.sapo.pt/img/f664026.jpg" alt="www.thousandimages.com" width="480" /></p>
	<p>Neste simbolismo cromático<br />
deixas a água crescer em ti<br />
e eu sonho<br />
com o  carmim das tuas coxas<br />
onde campeiam as ondas<br />
que te levarão ao êxtase</p>
	<p>Corpo abandonado aos desejos<br />
da infância<br />
onde as bonecas continuam<br />
gritando o teu nome</p>
	<p>Tempo que já não tens acesso<br />
pois as ruas estão calcetadas<br />
com as tuas memórias<br />
e eu deliro<br />
com os delírios<br />
que te acometem<br />
vezes sem conta<br />
sempre que viajas até mim</p>
	<p>© <strong>Rogério Savininano Telo</strong><br />
Funchal, 5 de Agosto de 2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/05/midnight-summer-dream/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Anjo da Guarda</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/05/anjo-da-guarda/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/05/anjo-da-guarda/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 05 Aug 2005 13:54:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/05/anjo-da-guarda/</guid>
		<description><![CDATA[	Paira no ar o teu aroma
o teu trejeito que ficou
em tudo existe um pouco de ti e
do teu semblante
simulacro de querubim
permanece
mas tu foste para o céu
embora ficasses
arreigado
nas células
nos sinais vitais
que me fazem viver
no sangue que me corre nas veias
nos versos que garatujo
não quero relembrar
mas tudo me impele
e repele para ti
tudo tem algo teu
que me acorrenta
me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Paira no ar o teu aroma<br />
o teu trejeito que ficou<br />
em tudo existe um pouco de ti e<br />
do teu semblante<br />
simulacro de querubim<br />
permanece<br />
mas tu foste para o céu<br />
embora ficasses<br />
arreigado<br />
nas células<br />
nos sinais vitais<br />
que me fazem viver<br />
no sangue que me corre nas veias<br />
nos versos que garatujo<br />
não quero relembrar<br />
mas tudo me impele<br />
e repele para ti<br />
tudo tem algo teu<br />
que me acorrenta<br />
me transmuta<br />
me mistifica</p>
	<ol>Esvoaça como num sopro<br />
	uma doce fragrância<br />
	da paz<br />
	que tu deixaste<br />
expressa nas coisas<br />
em que toco<br />
sinto<br />
e cheiro</ol>
	<p>Vem buscar a saudade<br />
meu anjo da guarda</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
Funchal,05/08/2005</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Breve muito breve</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/04/breve-muito-breve/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/04/breve-muito-breve/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Aug 2005 13:11:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/04/breve-muito-breve/</guid>
		<description><![CDATA[	Trespassando a obscuridade
entre franjas de exultação
eu exclamo o teu nome
entre o sorrir
dos meus olhos
que se atrapalham
com as estrelas
que resplandecem no céu
	Breve muito breve
	Beijo-te e sorrio
porque esse ósculo
foi levado pela brisa
e colocado nos teus
lábios semiabertos
e quase tão imperceptível
que tu não pressentiste
nem chegarás nunca a sentir
	Breve muito breve
	© Piedade Araújo Sol
Funchal, 4 de Agosto de 2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Trespassando a obscuridade<br />
entre franjas de exultação<br />
eu exclamo o teu nome<br />
entre o sorrir<br />
dos meus olhos<br />
que se atrapalham<br />
com as estrelas<br />
que resplandecem no céu</p>
	<p>Breve muito breve</p>
	<p>Beijo-te e sorrio<br />
porque esse ósculo<br />
foi levado pela brisa<br />
e colocado nos teus<br />
lábios semiabertos<br />
e quase tão imperceptível<br />
que tu não pressentiste<br />
nem chegarás nunca a sentir</p>
	<ol>Breve muito breve</ol>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
Funchal, 4 de Agosto de 2005
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Uma Arte Poética</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/04/uma-arte-poetica/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/04/uma-arte-poetica/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 04 Aug 2005 13:04:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>J. T. Parreira</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/04/uma-arte-poetica/</guid>
		<description><![CDATA[	 
	É a palavra
que o poeta tem ao seu alcance
que desarma os ponteiros do tempo
nenhum compromisso com a hora
o minuto, o segundo, tudo
é um erguer incorpóreo num deserto
a brancura do papel
até o silêncio
e o seu amplo boicote
E quantas coisas podem
tentar a entrada
na moldura do verso
Mas venha primeiro a luz
para derreter o bloco
da noite.
	© J. T. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/dellarte.jpg' /> </p>
	<p>É a palavra<br />
que o poeta tem ao seu alcance<br />
que desarma os ponteiros do tempo<br />
nenhum compromisso com a hora<br />
o minuto, o segundo, tudo<br />
é um erguer incorpóreo num deserto<br />
a brancura do papel<br />
até o silêncio<br />
e o seu amplo boicote<br />
E quantas coisas podem<br />
tentar a entrada<br />
na moldura do verso<br />
Mas venha primeiro a luz<br />
para derreter o bloco<br />
da noite.</p>
	<p>© <strong>J. T. Parreira</strong>
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/04/uma-arte-poetica/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>O Poeta II</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/02/o-poeta-ii/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/02/o-poeta-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Aug 2005 19:50:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>J. T. Parreira</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/02/o-poeta-ii/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Fiz um curso
de águas para as palavras
descerem até ao mar
divino
onde Circe a Temida
espera
marítimos incautos
madeiras exóticas
e barcos frescos
que separam o mar como flechas
Desviei do curso das sombras
e das pedras
das duras palavras
todos os meus versos
Do feltro cor de cinza
dos dias desenredei
alguns, quase todos
os vesti de tule
fi-los mais ricos
porque estão nus.
	© J. T. Parreira
2-8-2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://madrigal.do.sapo.pt/img/as-homeros.jpg" /></p>
	<p>Fiz um curso<br />
de águas para as palavras<br />
descerem até ao mar<br />
divino<br />
onde Circe a Temida<br />
espera<br />
marítimos incautos<br />
madeiras exóticas<br />
e barcos frescos<br />
que separam o mar como flechas<br />
Desviei do curso das sombras<br />
e das pedras<br />
das duras palavras<br />
todos os meus versos<br />
Do feltro cor de cinza<br />
dos dias desenredei<br />
alguns, quase todos<br />
os vesti de tule<br />
fi-los mais ricos<br />
porque estão nus.</p>
	<p>© <strong>J. T. Parreira</strong><br />
2-8-2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/02/o-poeta-ii/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Cidade Invicta</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/01/cidade-invicta/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/01/cidade-invicta/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Aug 2005 11:15:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/01/cidade-invicta/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Olho o Douro que corre, e de repente
perco-me no meu  emudecimento
que engenho aqui sentada
aprisionada neste mutismo
misterioso e individual
este dia de Agosto nasceu pardacento
e eu olho as águas, e sinto-as
como a manhã
queria me perder nelas…
me misturar com os líquenes
me encher de tudo o que não tenho
nem posso ter
Douro que permaneces e corres
lânguido para a foz
deixa-me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://www3.worldisround.com/photos/7/402/172_o.jpg" width="400" /></p>
	<p>Olho o Douro que corre, e de repente<br />
perco-me no meu  emudecimento<br />
que engenho aqui sentada<br />
aprisionada neste mutismo<br />
misterioso e individual<br />
este dia de Agosto nasceu pardacento<br />
e eu olho as águas, e sinto-as<br />
como a manhã<br />
queria me perder nelas…<br />
me misturar com os líquenes<br />
me encher de tudo o que não tenho<br />
nem posso ter<br />
Douro que permaneces e corres<br />
lânguido para a foz<br />
deixa-me olhar-te<br />
no teu longo caminhar<br />
e afastar este frio que entretanto<br />
se apoderou de mim…</p>
	<p>E trémula e hesitante</p>
	<ol>Levanto-me<br />
	e deixo apressada, o meu posto de vigília<br />
	porque o tempo não é meu<br />
	e esgotou-se por hoje…</ol>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
1 Agosto 2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/01/cidade-invicta/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Carpe Diem</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/01/carpe-diem/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/01/carpe-diem/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 01 Aug 2005 11:08:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/01/carpe-diem/</guid>
		<description><![CDATA[	
	O tempo parou  num acordo tácito com os corpos cansados
 As águas tornaram-se mansas deixando que o mar
 as acaricie
 e a natureza tornou-se mais viva
 porque deu-se a união entre os homems da idade do ouro
 e as divindades que gerem o tempo
	 Deixei o meu corpo entregue
 a essas águas mansas
 virei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/f641048.jpg' alt='www.thousandimages.com' width='400' /></p>
	<p>O tempo parou  num acordo tácito com os corpos cansados<br />
 As águas tornaram-se mansas deixando que o mar<br />
 as acaricie<br />
 e a natureza tornou-se mais viva<br />
 porque deu-se a união entre os homems da idade do ouro<br />
 e as divindades que gerem o tempo</p>
	<p> Deixei o meu corpo entregue<br />
 a essas águas mansas<br />
 virei buscá-lo<br />
 quando as forças me tiverem abandonado<br />
 e o fim se estiver aproximando<br />
 porque é num dia como este<br />
 que quero  partir<br />
 rumo a outras paragens<br />
 Quando esse momento chegar<br />
 dar-te-ei um sinal<br />
 e pedir-te-ei que me envies<br />
 os pássaros para que estes<br />
 me escoltem<br />
 na minha derradeira viagem</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong><br />
Funchal, 1 de Agosto de 2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/01/carpe-diem/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Green Grass</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/29/green-grass/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/29/green-grass/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Jul 2005 21:21:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/29/green-grass/</guid>
		<description><![CDATA[	
	É à noite
que as palavras ficam mais suaves
e que os corpos se mutuam
os gestos tormam-se mais mansos
e o desejo é mais acutilante 
	Sobre o teu corpo domado
eu cumpro o ritual da estação
mais tarde as chuvas
relavarão
os poros e estes
ficarão orvalhados
como as ervas que habitam
este presente tão incerto
	Fica a certeza
o facto de estarmos vivos
agora
amanhã
não sabemos o que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/f882090.jpg' alt='www.thousandimages.com' width="360" /></p>
	<p>É à noite<br />
que as palavras ficam mais suaves<br />
e que os corpos se mutuam<br />
os gestos tormam-se mais mansos<br />
e o desejo é mais acutilante </p>
	<p>Sobre o teu corpo domado<br />
eu cumpro o ritual da estação<br />
mais tarde as chuvas<br />
relavarão<br />
os poros e estes<br />
ficarão orvalhados<br />
como as ervas que habitam<br />
este presente tão incerto</p>
	<p>Fica a certeza<br />
o facto de estarmos vivos<br />
agora<br />
amanhã<br />
não sabemos o que o futuro nos trará.</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong><br />
Funchal, 29 de Julho de 2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/29/green-grass/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Sortilégio</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/29/sortilegio/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/29/sortilegio/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Jul 2005 15:33:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/29/sortilegio/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Para a Hortense
	Matizei uma pantalha
com olhos de mar
em aguarelas intensas
de onde sobressaiam
as nuvens
e os olhos prenhes
de enternecimento
	Pintei uma tela
sem pincéis
com a polpa dos dedos
coordenei as cores
dispersas paulatinamente
	A tela não tem caixilho
o seu ornato
é a amizade
	© Piedade Araújo Sol
Funchal, 29 de Julho de 2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://www.treesplace.com/Trees%20Artists/Conference%20Artists/DD-Oncoming-Sea.jpg" /></p>
	<ol><i>Para a Hortense</i></ol>
	<p>Matizei uma pantalha<br />
com olhos de mar<br />
em aguarelas intensas<br />
de onde sobressaiam<br />
as nuvens<br />
e os olhos prenhes<br />
de enternecimento</p>
	<p>Pintei uma tela<br />
sem pincéis<br />
com a polpa dos dedos<br />
coordenei as cores<br />
dispersas paulatinamente</p>
	<p>A tela não tem caixilho<br />
o seu ornato<br />
é a amizade</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
Funchal, 29 de Julho de 2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/29/sortilegio/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Esperança</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/29/esperanca/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/29/esperanca/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Jul 2005 09:48:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/29/esperanca/</guid>
		<description><![CDATA[	Com ferocidade as palavras
saíram
assim sem se vaticinar
ditas
sem dó nem misericórdia
articuladas
abertamente
com golpes certeiros
cavados
gota a gota
formando um barranco
desbravando
momentos sentidos
	Estou nua
as palavras despiram-me
e o silêncio
que se desmoronou fulminou
a minha
esperança
	© Piedade Araújo Sol
Funchal, 29 de Julho de 2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Com ferocidade as palavras<br />
saíram<br />
assim sem se vaticinar<br />
ditas<br />
sem dó nem misericórdia<br />
articuladas<br />
abertamente<br />
com golpes certeiros<br />
cavados<br />
gota a gota<br />
formando um barranco<br />
desbravando<br />
momentos sentidos</p>
	<p>Estou nua<br />
as palavras despiram-me<br />
e o silêncio<br />
que se desmoronou fulminou<br />
a minha<br />
esperança</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
Funchal, 29 de Julho de 2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/29/esperanca/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Fantasia</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/28/fantasia/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/28/fantasia/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 28 Jul 2005 10:29:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/28/fantasia/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Em meu espírito
esculpi numa tarde, um murmúrio
de gaivota
sobrevoando o mar
tinha um adejo espalmado
quase abalroando as águas
serenas da baía
mas voava ligeira
como uma flecha
e nada parecia detê-la
olhei demoradamente
e retive em meu olhar
sua liberdade plena
de graça e beleza
a brisa levianamente
fustigou meu rosto
nesse preciso momento
senti-me
como
a
	  Gaivota que em voo raso
         [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://www.dreamcroatia.com/images/p_seagul2.jpg" alt="gaivota" /></p>
	<p>Em meu espírito<br />
esculpi numa tarde, um murmúrio<br />
de gaivota<br />
sobrevoando o mar<br />
tinha um adejo espalmado<br />
quase abalroando as águas<br />
serenas da baía<br />
mas voava ligeira<br />
como uma flecha<br />
e nada parecia detê-la<br />
olhei demoradamente<br />
e retive em meu olhar<br />
sua liberdade plena<br />
de graça e beleza<br />
a brisa levianamente<br />
fustigou meu rosto<br />
nesse preciso momento<br />
senti-me<br />
como<br />
a</p>
	<ol>  Gaivota que em voo raso<br />
          Uniu a minha cisma<br />
          Impressa nesta fantasia</ol>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
Funchal,27 de Julho de2005</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/28/fantasia/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Rosto Oculto</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/27/rosto-oculto/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/27/rosto-oculto/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 27 Jul 2005 11:46:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/27/rosto-oculto/</guid>
		<description><![CDATA[	Vagueio como um cão errante. E todas
as noites vejo uma sombra
entranhar-se em meu sono, leve como
uma silhueta. Tem um semblante
que eu nunca consigo vislumbrar
	Agarro um látego, e tento sempre
num gesto precipitado
afectar o ambiente
	Adormecer de novo
para descortinar
esse rosto que não vejo!!!
	© Piedade Araújo Sol
Funchal, 27 de Julho de 2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Vagueio como um cão errante. E todas<br />
as noites vejo uma sombra<br />
entranhar-se em meu sono, leve como<br />
uma silhueta. Tem um semblante<br />
que eu nunca consigo vislumbrar</p>
	<p>Agarro um látego, e tento sempre<br />
num gesto precipitado<br />
afectar o ambiente</p>
	<p>Adormecer de novo<br />
para descortinar<br />
esse rosto que não vejo!!!</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
Funchal, 27 de Julho de 2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/27/rosto-oculto/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>Om</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/26/om/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/26/om/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 26 Jul 2005 13:14:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/26/om/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Salvé
corpo sintonizado com as energias cósmicas
bendito sejas
porque
trazes em ti
a alegria que inunda
este universo novo
e portas  contigo
a semente que germinará
ao terceiro milénio
e és o arauto
duma nova vivência
da qual eu quero fazer parte
dum mundo mais brilhante
e mais risonho
onde
cada dia que nasce
é uma nova e ternurenta
promessa de
liberdade
	© Rogério Saviniano Telo
Funchal, 26 de Julho de 2005

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/f763045.jpg' alt='www.thousandimages.com' width='480' /></p>
	<p>Salvé<br />
corpo sintonizado com as energias cósmicas<br />
bendito sejas<br />
porque<br />
trazes em ti<br />
a alegria que inunda<br />
este universo novo<br />
e portas  contigo<br />
a semente que germinará<br />
ao terceiro milénio<br />
e és o arauto<br />
duma nova vivência<br />
da qual eu quero fazer parte<br />
dum mundo mais brilhante<br />
e mais risonho<br />
onde<br />
cada dia que nasce<br />
é uma nova e ternurenta<br />
promessa de<br />
liberdade</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong><br />
Funchal, 26 de Julho de 2005
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A Aldeia</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/24/195/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/24/195/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 24 Jul 2005 19:10:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>J. T. Parreira</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/24/195/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Chegam em revoadas as brumas
a aldeia encerra os rostos
das janelas, fecham os cordeiros
dentro da boca os seus balidos
O dia revê-se nos espelhos
quando chega a noite
quando os olhos se recolhem
de todos os sentidos
É o vento que cerca o lume
nas candeias, mas só as adormece
a infinita mão.
	© J. T. Parreira

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src="http://madrigal.do.sapo.pt/img/chagalEuAldeia.jpg" alt="Chagal, «Eu e a aldeia»" width="254" /></p>
	<p>Chegam em revoadas as brumas<br />
a aldeia encerra os rostos<br />
das janelas, fecham os cordeiros<br />
dentro da boca os seus balidos<br />
O dia revê-se nos espelhos<br />
quando chega a noite<br />
quando os olhos se recolhem<br />
de todos os sentidos<br />
É o vento que cerca o lume<br />
nas candeias, mas só as adormece<br />
a infinita mão.</p>
	<p>© <strong>J. T. Parreira</strong>
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>A era do vazio</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/22/a-era-do-vazio/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/22/a-era-do-vazio/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Jul 2005 15:07:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Rogério Saviniano Telo</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/22/a-era-do-vazio/</guid>
		<description><![CDATA[	
	No tempo  da raiva
é prazeroso
saber que
ainda existem corpos
para apaziguar as águas turbulentas
tornando o sonho
mais sonho
e a certeza
de que a a alma
poderá migrar
em outros corpos
e desta forma poder regressar
ao paraíso
Dorme
donzela resgatada
da loucura ébria de La mancha
e que estás predestinada
a acordar quando o tempo da barbárie
se tiver esfumado
	© Rogério Saviniano Telo

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/f021287.jpg' alt='www.thousandimages.com' /></p>
	<p>No tempo  da raiva<br />
é prazeroso<br />
saber que<br />
ainda existem corpos<br />
para apaziguar as águas turbulentas<br />
tornando o sonho<br />
mais sonho<br />
e a certeza<br />
de que a a alma<br />
poderá migrar<br />
em outros corpos<br />
e desta forma poder regressar<br />
ao paraíso<br />
Dorme<br />
donzela resgatada<br />
da loucura ébria de La mancha<br />
e que estás predestinada<br />
a acordar quando o tempo da barbárie<br />
se tiver esfumado</p>
	<p>© <strong>Rogério Saviniano Telo</strong>
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Ausente de mim</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/21/ausente-de-mim/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/21/ausente-de-mim/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 Jul 2005 14:30:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/21/ausente-de-mim/</guid>
		<description><![CDATA[	Não quero teu sofrimento… despojado
de mim
quero dar tudo o que
perdura de bom
quero ser uma flor que observarás
a cada despertar
um passarinho que ouvirás gorjear
um cão para te escoltar
quero ser tudo, e nada ser
e tudo ter e a nada corresponder
não quero teu sofrer
desamparado
de mim…
conserva as lembranças
dos tempos que já não temos
guarda meu sorriso
estampado no teu coração
E não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Não quero teu sofrimento… despojado<br />
de mim<br />
quero dar tudo o que<br />
perdura de bom<br />
quero ser uma flor que observarás<br />
a cada despertar<br />
um passarinho que ouvirás gorjear<br />
um cão para te escoltar<br />
quero ser tudo, e nada ser<br />
e tudo ter e a nada corresponder<br />
não quero teu sofrer<br />
desamparado<br />
de mim…<br />
conserva as lembranças<br />
dos tempos que já não temos<br />
guarda meu sorriso<br />
estampado no teu coração<br />
E não sofras!!!<br />
Sorri…<br />
antes que<br />
seja tarde demais<br />
para<br />
nós…</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong><br />
Funchal,21 de Julho de 2005
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O Beijo</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/21/o-beijo/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/21/o-beijo/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 21 Jul 2005 08:45:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>Piedade Araújo Sol</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/21/o-beijo/</guid>
		<description><![CDATA[	Cerco-me de meiguice
suspendo silenciosamente
a autonomia
e o feitiço
de devanear
concebo
um beijo com sabor
a hortelã
Meus lábios entreabertos
roçando a brisa
desliza a estupefacção
que se extingue flutuando
no ósculo que sinto
efémero
afectuoso
embriaga-se em mim
uma louca palpitação
extasiante que me
coíbe os sentidos
e me leva
ao éden desse
beijo
que nunca trocamos
	© Piedade Araújo Sol

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Cerco-me de meiguice<br />
suspendo silenciosamente<br />
a autonomia<br />
e o feitiço<br />
de devanear<br />
concebo<br />
um beijo com sabor<br />
a hortelã<br />
Meus lábios entreabertos<br />
roçando a brisa<br />
desliza a estupefacção<br />
que se extingue flutuando<br />
no ósculo que sinto<br />
efémero<br />
afectuoso<br />
embriaga-se em mim<br />
uma louca palpitação<br />
extasiante que me<br />
coíbe os sentidos<br />
e me leva<br />
ao éden desse<br />
beijo<br />
que nunca trocamos</p>
	<p>© <strong>Piedade Araújo Sol</strong>
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>As Redes Tristes</title>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/19/as-redes-tristes/</link>
		<comments>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/19/as-redes-tristes/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 19 Jul 2005 09:57:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>madrigal</dc:creator>
		
	<category>J. T. Parreira</category>
		<guid>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/19/as-redes-tristes/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Pablo Neruda: -Como são as redes de pesca?
O Carteiro de P.Neruda: - Tristes, as redes são tristes.
	Chamavam dos ramos do mar
os pássaros marítimos
chamavam do fundo
do volumoso silêncio
os peixes, como se pudessem
ser os olhos da noite
chamavam
uma sereia de vento e sal
e os pescadores foram
lançando a pulso
-que resiste - as suas setas
na forma das redes tristes.
	© J. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/album.gif' width='360' /></p>
	<blockquote><p><em>Pablo Neruda: -Como são as redes de pesca?<br />
O Carteiro de P.Neruda: - Tristes, as redes são tristes.</em></p></blockquote>
	<p>Chamavam dos ramos do mar<br />
os pássaros marítimos<br />
chamavam do fundo<br />
do volumoso silêncio<br />
os peixes, como se pudessem<br />
ser os olhos da noite<br />
chamavam<br />
uma sereia de vento e sal<br />
e os pescadores foram<br />
lançando a pulso<br />
-que resiste - as suas setas<br />
na forma das redes tristes.</p>
	<p>© <strong>J. T. Parreira</strong><br />
7-7-2005
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/19/as-redes-tristes/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
	</channel>
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