<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><!-- generator="wordpress/1.5.1-alpha" -->
<rss version="0.92">
<channel>
	<title>madrigal</title>
	<link>http://madrigal.blogsome.com</link>
	<description>blog de poesia inédita</description>
	<lastBuildDate>Mon, 03 Oct 2005 09:45:53 +0000</lastBuildDate>
	<docs>http://backend.userland.com/rss092</docs>
	<language>en</language>

	<item>
		<title>mudamos de servidor agora em blogspot!</title>
		<description>	Caros leitores:
	Acabamos de nos mudar para o blogspot do Blogger. Temos novo endereço em http://madrigal2.blogspot.com.
	Esperamos a vossa visita, e os vossos comentários. Queiram por favor actualizar os vossos links.
	Obrigado.
	Piedade Araújo Sol
Rogério Saviniano Telo
J. T. Parreira

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/07/mudamos-de-servidor-agora-em-blogspot/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Prece</title>
		<description>	 
	Lavra-me o corpo
e faz de mim o teu instrumento
	Toca-me de mansinho
como se
eu fosse o ser mais frágil do teu reino
	Cataloga-me
como sendo
uma das tuas espécies raras
	Beija-me como se
fosse o nosso último adeus
	E para
que não me esqueças
planta-me  junto ao teu coração
	© Rogério Saviniano Telo

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/07/prece/</link>
	</item>
	<item>
		<title>No começo do mundo</title>
		<description>	 
	No começo do mundo
tudo era assim
as sombras habitavam as cores
depois tudo foi clareando
e tu apareceste
triunfante
e ganhaste o meu afecto
bom
poderei afirmar
que foi um acto mútuo
e as nossas mãos
espremeram os frutos maduros
e fez-se dia
trazendo consigo
uma miríade
de cores
eu  fiquei estático
tal era o prazer
que sentia pela luminosidade
que te inundava
e tu resplandecias
naquela manhã ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/06/no-comeco-do-mundo/</link>
	</item>
	<item>
		<title>THE MILLENNIUM</title>
		<description>	 
	The lion will not be quicker than the ox
in pasture search,
the lamb and the bird
will be a poetical form,
the wolf
will have the kiss in its mouth.
	The dove and the eagle
will sail in waters
of white silt.
	Then an angel will make
of the Earth a lyric state.
	© J. T. Parreira
In www.poets. org ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/05/the-millennium/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Encenação</title>
		<description>	Grito com a boca cerrada
e os punhos contraídos
	Mas meu grito não sai
extinguiu-se, e minha voz se perde
no eco das montanhas
confunde-se com as nuvens
que embirram em cobrir o céu
Debato-me e imploro
Não quero
Não sou
Não estou
e  engano-me
vou  por onde não quero
pois nunca terei audácia
para ir por onde quero
	Esta não sou eu
é ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/05/encenacao/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Algas</title>
		<description>	Amar-te assim com a força da poesia
que sem querer
gravo em tudo o que faço e
sou
	Amar-te assim ao clarear de mais um dia
em que descubro meu corpo
desnudado e
tranquilo
	Amar-te assim onde as mãos tacteiam
quais algas desavindas
perdidas nas profundezas
das águas
	Amar-te
	© Piedade Araújo Sol
Funchal 04/09/2005

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/04/algas/</link>
	</item>
	<item>
		<title>A Bailarina de Flamenco</title>
		<description>	
	I
	Ela derrama água nos seus pés.
Quando o seu vestido dança
em chamas
ela põe fora da boca
o coração cansado.
Seus dedos como os pardais
procuram fugir,
como os sapatos de flamenco
na madeira do soalho.
	II
	Ela dança em chamas.
Por isso põe fora da boca
o coração cansado
e no seu vestido
o vento se derrama.
	III
	O seu coração bate.
Como os sapatos ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/04/a-bailarina-de-flamenco/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Será a vida um sonho II</title>
		<description>	 
	A graciosa gravidade túmida e delicada
de um corpo que equilibra o mundo e o anula
é um doce e violento desafio
à volúvel e frágil fantasia da palavra
	António Ramos Rosa
	O meu corpo estremece
de emoção
ao ver-te
pássaro alado
que te vestiste
com as minhas cores preferidas
	Fala-me de ti
diz-me de onde vens
a que reino pertences
quem te ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/03/sera-a-vida-um-sonho-ii/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Tempo sem nome</title>
		<description>	 
	Conto
e reconto os minutos
mas as contas não batem certas
Já sei
são os teus cabelos
que me fascinam
e me enlevam
em castelos distantes
onde deixaste
o teu sorriso
entregue às vestais
do teu templo
musa sem deus para honrares
	O desejo
é divino
e faz de nós
deuses de nós mesmos
livres de voarmos
com as nossas próprias asas
e com estas
palavras
me despeço
deusa do tempo ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/02/tempo-sem-nome/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Ensina-me</title>
		<description>	Ensina-me como aprenderei a contar
As areias da praia
Sem as espalhar
Como juntar as nuvens
Sem as esfarrapar
Como nadar no rio sem me molhar
	Ensina-me a amar sem sofrer
A ter sem saber
A compartilhar e receber
A dar e perder
	Ensina-me a voar
A ter asas e as merecer
A usar as palavras
Sem as estragar
E sobretudo
Ensina-me a ficar
	Aqui a ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/02/ensina-me/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Wind</title>
		<description>	
	Espalhei os meus sonhos
no ar
e estes aproveitaram
a boleia da brisa
que se fazia sentir
a oeste
e num bailado  macabro
mas belo
cirandaram no ar
até ficarem cansados
depois lembraram-se
que o sol estava prestes
a nascer
e como Ícaro
pensaram que se tivessem  asas
poderiam voar até ti
	Quando acordei estava tenso
mas feliz
porque o meu papagaio
de papel
perdera-se na escuridão da ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/02/wind/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Despair is made of silk</title>
		<description>	 
	Mother
the unspoken words
have been vomited
deep inside me
I know that I lied to you
mother
can&#8217;t you see
that I have grown up
mother
between us
understanding is not allowed
mother
goodbye
mother
I am flying south
together with the migrant birds
	© Rogério Saviniano Telo

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/01/despair-is-made-of-silk/</link>
	</item>
	<item>
		<title>De Perfil</title>
		<description>	Sacudo a cabeça
e tiro este véu rendilhado
que me cobre a face
ofereço-te assim
meu sorrir
solto de ironias
meu corpo sequioso
de paixão
qual labareda
que consome tudo ao seu redor
quero amar sem reservas
e fazer-te feliz
nem que seja um instante
ou uma eternidade
que se sacia
nesta lava
de desejo…
	© Piedade Araújo Sol

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/09/01/de-perfil/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Em que boca bebe a luz</title>
		<description>	
	Da inocência à confiança
da claridade à fidelidade
do sonho à consciência
da beleza à bondade
da poesia ao amor
	António Ramos Rosa
	Erguem-se vultos à tua volta
e o ar torna-se pestilento
	Foge
é a barbárie
que volta de novo
	Como tudo
a História também se repete
e de novo temos
os duelos entre
as diferentes crenças
	Tu sabes que és diferente
deixo-te entregue aos pássaros
	Quando ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/31/em-que-boca-bebe-a-luz/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Alforria</title>
		<description>	Alguém me procurou e eu não estava
Minha cela vazia
Não me albergou
Meu cativeiro me enjeitou
 E em meu silêncio se entoou
Uma balada de amor
	Alguém me procurou e eu estava
Sobrevoando as nuvens
Levando em meu olhos
O brilho dos azuis e das esmeraldas
E em minha mãos flocos de nuvens
Se transformaram em liberdade
	© Piedade Araújo ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/31/alforria/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Uma Biografia de Bolso</title>
		<description>	
	A veces se le oye cantar cosas de niño
	Gabriel Celaya
	Respira numa pequena cidade o mesmo ar
por onde passam os sinos
e os pássaros que chamam os olhos
para cima das árvores da rua principal
na pequena cidade onde vive e que teima
em ser provinciana, toda a gente
se conhece pelo modo como diz o ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/31/uma-biografia-de-bolso/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Miragem com tons de azul</title>
		<description>	
	Esperei por ti
e tu não chegaste
revi o tempo
mas tu não me esperaste
	Miragem ambulante
és tu
musa do meu sofrer
hei-de enlouquecer
sonhando com os
teus afagos
que outrora me servias
cedinho
antes do amanhecer
	O teu corpo
foi o meu porto de abrigo
quando as monções
faziam tremer todo o meu ser
foste a amante fiel
e sabias saciar a minha sede
de ti
Hoje pintei
a ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/30/miragem-com-tons-de-azul/</link>
	</item>
	<item>
		<title>A Poesia</title>
		<description>	Procurei como quem procura algo para subsistir
Sem rumo certo
Procurei nas veredas vazias
Nos sorrisos discretos
Nas manhas claras
Encontrei muito e pouco
Encontrei tudo e  quase nada
Encontrei um beijo esquecido
Uma lágrima ilícita
Uma mão sem nada
Encontrei pessoas enleadas
Renuncias
Amores
Ódios
Aeroportos
Diferentes ou quase iguais
Longos
Pequenos
Não encontrei muito
Não encontrei pouco
	Procurei como quem procura algo para perdurar
Não te encontrei
Em forma ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/29/a-poesia/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Afinidades Literárias no Metropolitano</title>
		<description>	
	The apparition of these faces in the crowd;
Petals on a wet, black bough.
	A aparição destas faces na multidão;
pétalas num húmido, negro ramo. 
	Ezra Pound  
	
	Mingled
breath and smell
so close
mingled
black and white
so near
no room for fear                ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/29/afinidades-literarias-no-metropolitano/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Em mim habita o intemporal</title>
		<description>	 
	Mergulhas nas águas do olvido
e transformas-te em sereia
	Jasão sabia do teu destino
por isso
prendeu Ulisses ao mastro
para que não fosse possuído
pelo teu canto
	Jocasta
continuava a esperar
pelo seu amado
Tu cantavas o teu canto triste
e Ulisses já se encontrava
a caminho de casa
	Tu não sabes
mas estas informações
estão registadas no teu corpo
Um dia terás oportunidade
de ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/29/em-mim-habita-o-intemporal/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Pêndulo</title>
		<description>	Como um relógio marca a duração
de um ensejo
assim foi meu acordar
delimitando o tempo de descanso interrompido
ou simplesmente finalizado
hoje apeteceu-me cantar e
ao abrir as janelas do meu quarto
deparei-me com uma rosa perfumada e fresca
que desabrochara durante a alvorada
contemplei-a e era capaz de jurar
que ao olhá-la ela se abriu ainda mais
para mim
como ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/29/pendulo/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Somewhere in the wild nature</title>
		<description>	
	É no cérebro que a papoila se revela vermelha, que a
      maçã se torna aromática, que a cotovia canta.
	                           ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/28/somewhere-in-the-wild-nature/</link>
	</item>
	<item>
		<title>José</title>
		<description>	
	Estou num sonho deserto
debaixo da noite e do dia
no fundo do vento
A mão suja
tenta a saída
do fundo do poço
Mas o céu é um tecto
o céu espelha
só meu grito
sem que ninguém ouça.
	© J. T. Parreira

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/28/jose/</link>
	</item>
	<item>
		<title>A flor do desejo</title>
		<description>	
	As horas expandem-se
e derramam-se sobre ti
abrindo o túnel que teimosamente
negavas a sua existência
	As tuas coxas
abrem-se e
prolongam-se para lá do rio
que corre em mim
	De mansinho
entro no teu templo
e aos poucos
vou me habituando
ao teu desejo
que de tão intenso
te provoca espasmos
dando vazão
à tua fúria de viver a carne
	© Rogério Saviniano Telo
27 de Agosto ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/27/a-flor-do-desejo/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Diáspora</title>
		<description>	Povo que sofres no limbo
afasta de ti esse cálice de vinho tinto
de púrpura
	De tanto sofrer
já não te dás conta
dessa tua condição
	Anda vem com a tua garra
e vive o teu viver
verás que no fim da eterna noite
começará um novo dia
cheio de novas vivências
e certamente serás mais feliz
	© Rogério Saviniano Telo
26 de ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/26/diaspora/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Girassóis</title>
		<description>	
	Encerrei
com esta lágrima obstinada
e silenciosa
que caiu dos meus olhos
marejados de intempérie
e mágoa
como um orvalho que destilei
sobre a relva dum prado árido
e debaixo de um dia
pardacento mas seco
	Encerrei
um ciclo neste acabar
de um acalento
uma boca contraída
um momento
não mais derramarei
uma lágrima sequer
e dos prados
que se tornaram verdes
com o passar dos tempos
brotarão
girassóis
que alegrarão os ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/26/girassois/</link>
	</item>
	<item>
		<title>O que disse o Poeta a propósito de faróis</title>
		<description>	
	Solo guardas tinieblas
Pablo Neruda
	Faróis? São os gumes
da espada
que corta a noite.
	Aos gomos parece
que cai, a noite
precipita-se em sombras no mar.
	É densa a noite
mas parece elástica
quando o farol
	revolve o escuro
das íntimas
gavetas.
	Faróis? São os guardas
que emergem
da altura das trevas,
	o seu olhar
guia como os olhos
aos pássaros marítimos.
	Como o mar
se assombra
ante esses sóis fictícios!
	© ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/24/o-que-disse-o-poeta-a-proposito-de-farois/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Corpo de ébano</title>
		<description>	
	Corpo de ébano
que jazes no fundo da turfa
sai do teu sono letárgico
levanta-te
e oferece os lábios carnudos
à noite
que é sábia companheira
com os segredos do amor
Certamente que te indicará
o norte como destino
e ensinar-te-à
como deves fazer
para que o teu corpo
chegue incólume
até aos desejos
que te possuem
e retesam-te os seios
ardentes de carícias
	© Rogério Saviniano Telo
Funchal, ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/24/corpo-de-ebano/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Luar de Agosto</title>
		<description>	Chamo-te de Rosa-luz
porque não sei o teu nome
e porque enches de luz os meus dias
mesmo sabendo
que um dia a escuridão
virá cobrir todo o meu mundo
	Quando já nada restar
do que eu fui
vai ao jardim mais perfumado
desta cidade de luz branca
colhe uma rosa
recolhe as pétalas
depois
à beira-rio
espalha os segmentos da rosa
em memória do ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/23/luar-de-agosto/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Nocturno andante com fuga</title>
		<description>	As gotículas de chuva
pigmemtam-me a pele
e sinto-me mais vivo
depois
terei de visitar os fantasmas
e pagar-lhes um tributo
pois estes devolveram-me
a vontade de viver
aqui neste sítio onde
em cada esquina
se vislumbra um pedinte
e os pombos
debicam este futuro incerto
mas também portador
da fúria de viver
	Depois deporei
uma flor
no teu túmulo
meu pássaro amado
que feneceste
antes da eclosão do sonho
	© ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/22/nocturno-andante-com-fuga/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Invenção</title>
		<description>	Perdi a senha
não sei como alcançar
e me introduzir nesse cosmos
	Eu tinha um mundo só meu
onde bastava um sorriso
talvez
mas… há tanto tempo
que esse olhar ficou algures
tresmalhado
	Meu pai dizia: não vás
atrás de sonhos, eles são isso
mesmo
e nunca passarão disso
utopias
	Minha mãe dizia: vai segue
sempre os teus sonhos, poderão
nunca passar disso, mas ajudar-te-ão a ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/22/invencao/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Cai o pano</title>
		<description>	Como um espectro
penetras na noite taciturna
e gotejando por entre os dedos
saem letras, cálculos
algarismos e fracções
	Papeis brancos timbrados
papeis lisos ou amarrotados
que ficam impecavelmente
escriturados em letra fina
preenchidos com números redondos
	Entre espasmos de isolamento
a madrugada desponta
e o céu fica pincelado de sangue
te iluminando a vidraça
e o palco do teu desânimo
	© Piedade Araújo Sol
19/08/2005

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/19/cai-o-pano/</link>
	</item>
	<item>
		<title>As Ceifeiras  de Pessoa e Wordsworth</title>
		<description>	
	Um século com as suas crises de romantismo, simbolismo e futurismo se entrepõe entre a romantizada ceifeira de William Wordsworth e a ceifeira modernista de Fernando Pessoa.
A primeira, vê-se sob a luz do bucolismo da viagem do poeta inglês à Escócia, em 1803; a segunda é vista na imaginação de ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/18/as-ceifeiras-de-pessoa-e-wordsworth/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Prenúncio</title>
		<description>	Ontem fui invadido pela tua voz
afastada que me chegou dos céus
flutuei e senti-me desprendida
	Quem és tu, perguntei obstinadamente
enquanto meus ouvidos
te escutavam
	Queria prosseguir esta vontade
de querer
ficar assim perpetuamente
	Flutuei nessa voz longínqua
e acho que sem querer
vi-te no paraíso
	prenúncio de um fim
sem principio
	© Piedade Araújo Sol
18/08/2005

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/18/prenuncio/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Solilóquio</title>
		<description>	Minhas mãos esfaceladas
pelas águas revoltas
libertam as impurezas
que num gesto infrutífero
tento desprender
para um esconderijo
distraído dessas marés
que chegam e abalam
que lambem a areia
como um réprobo
reza a sua última prece
	© Piedade Araújo Sol
17/08/2005

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/17/soliloquio/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Dádiva</title>
		<description>	
	Toma esta flor. É uma rosa amarela
eu sei que é a tua flor preferida
Coloca-a no teu cabelo escuro e liso
o verde dos teus olhos
desatará uma luminosidade
qual labareda refulgente
que assim perdurará
Sei que arrecadarás as pétalas
como se fosse uma preciosidade
e sei que adormecerás com a sua fragrância
inundando-te o leito  quente e ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/16/davida/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Sonhei que sonhava</title>
		<description>	
	Que deuses te trouxeram até mim
feiticeira do mar
que trazes enleadas nas tuas coxas
as promessas
do devir dos corpos
que habitaste noutras épocas
e que te fizeram migrar
nas águas cálidas
do ventre da terra
onde os dias correm céleres
e o pêndulo inexorável do tempo
nos transforma em bonecos
e que depois duma transmutação
seremos elevados nos ares
porque depois dessa ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/16/sonhei-que-sonhava/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Perito em Anjos</title>
		<description>	
	Os anjos têm no corpo vento
assim mesmo ficam ao nosso lado
anjos que nos dispensam
um olhar discreto
e nos abordam sem alterar
a respiração da terra
Os anjos são testemunhas
da alegria das estrelas
mas apesar da sua altura
e da beleza
que pousa sobre o ombro
do mundo um branco sóbrio
não nos fazem perder
nem os trigos nem os ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/15/perito-em-anjos/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Eugénio doesn´t live  here anymore</title>
		<description>	
	Thy body is a portrait
or rather a needlepiece
so many trips around lost seas
sailor of thousand dreams
finally thy found thy port
brother of no brother
I hope from now on
the sea will be always gentle
so that thy can sleep
on the dream
that I cared
to prepare for thy resting night
so long
sailor
	© Rogério Saviniano Telo

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/15/eugenio-doesn%c2%b4t-live-here-anymore/</link>
	</item>
	<item>
		<title>As Ondas</title>
		<description>	
	Não posso esquecer.
Um dia me mostraste
as ondas, rajadas de mar
que seca na praia.
	© J. T. Parreira
 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/14/as-ondas/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Brave new world</title>
		<description>	Far
beyond the dream
horizontally fall
the flowers of dark stone
blasing fire
assassin of the thousand virgins
that were sleeping on the bank
of this river
that flows towards the sea
to the sea of this oxidated mirror
that hides
these emaciated masks
burning with postponed desire
distant bodies
awaiting for the final spin
that  will sink the boat
and will bring tongues
to set ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/13/brave-new-world/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Perdição</title>
		<description>	
	Caminho pelas ruelas
dos famintos e dos deserdados
e deparo-me com o teu rosto
anjo alado
que vieste até mim
para deixares a tua marca
	Agora que já não existes
no plano físico
sinto o vazio da tua  presença
e anseio
que a noite caia
pois sei
que tu habitas os meus sonhos
	© Rogério Saviniano Telo
Funchal, 11 de Agosto de 2005

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/11/perdicao/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Devaneio</title>
		<description>	Ontem  adormeci sorrindo
enlaçando um sonho
que se entranhou
no meu leito
inundado de prazer
Sonhei que pela planície
cavalgava em loucas corridas
tendo por companhia
a presença imutável
desse sonho ilusório
e o cavalo era preto
com sua crina
ao vento
me levou
e meu leito
por uma noite
em pradaria
se metamorfoseou
	© Piedade Araújo Sol
Funchal, 11/08/2005

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/11/devaneio-2/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Blue indigo</title>
		<description>	 
	Unveil my eyes
and kiss me goodbye
my body is prepared
to be sliced
I am the new hero
of ancient times
my lips are sealed
my hands look for a sign
I speak the language of the blind
now I am prepared
to drink the glass of cicuta
but
I shall not disturb Socrates
for he is too busy
talking in the ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/11/blue-indigo/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Memórias</title>
		<description>	Agasalho em mim
esse emudecimento escorrendo
em filigranas de enternecimento
nesse tempo
esfarrapando as manhãs
já tão desviado
e para mim tão próximo
guardo em mim
esta ambição de voltar
a esses silêncios
envolvidos
em tanta cumplicidade
que faz com que eu
sinta as minhas pulsações
como se de um pêndulo
se tratasse
	Agasalho em mim….
	© Piedade Araújo Sol
Funchal, 10/08/2005

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/10/memorias/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Remigio Adares - Poeta de Salamanca</title>
		<description>	
	Salamanca abria a sua Plaza Mayor ao sol ainda jovem dos meados da Primavera de 1993. O dia 1 de Maio era um dia de trabalho para a Cultura, em Salamanca. Uma Feira do Livro, uma Homenagem ao poeta Miguel Hernandez, e, no seu habitual feudo, o poeta salmantino Remígio ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/09/remigio-adares-poeta-de-salamanca/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Será a vida um sonho</title>
		<description>	
	Estou aqui
à beira do tempo
lá em baixo a espuma bravia
desfaz-se e refaz-se
lembrando o ciclo infernal
de morrer/renascer
	Este quadro é quase
um convite a dar o salto
e dar início à dispersão dos átomos
	Depois da borrasca
este pôr-de-sol
põe fim a
este pensamento mórbido
que de vez em quando
se agiganta dentro de mim
e de novo os átomos
continuam em ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/09/sera-a-vida-um-sonho/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Divagação</title>
		<description>	Olha-me nos olhos, sorri
aplica flores nos meus cabelos
tu sabes que eu gosto das
pétalas das rosas
e de fragrâncias
as flores deitam seu odor
e ficaram
impregnadas de mim
e de ti
gesto simples de fim
de tudo
ou desencadear de nada
	Virá o dia em que me dirás
Vem!!
Preciso de ti!!
	© Piedade Araújo Sol
Funchal, 08 de Agosto de 2005

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/08/divagacao/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Farewell to Sylvia</title>
		<description>	
	First I will blind you
then
I will cut a piece of your soul
and throw it into the moon
in honour of
the lord
the sheperd of the suicidals
those who dared to move
inside the oxidated mirror
for they found no reason
to give birth to the diamonds
	© Rogério Saviniano Telo
Funchal, 8 de Agosto de 2005

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/08/farewell-to-sylvia/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Fallen angel</title>
		<description>	
	O corpo de bailarina rodopia sobre si mesmo
e cai inerte no chão de pedra
a chusma aproximou-se e todos se perguntavam
Quem é?
Eu fui testemunha silente
do findar deste corpo que eu conheci tao intimamente
Num gesto abrupto
afasto-me
e dou por mim a murmurar
que tenhas boa viagem
meu anjo caído
	© Rogério Saviniano Telo
Funchal 8 de agosto ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/08/fallen-angel/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Ergative body</title>
		<description>	
	Floating caresses
silky hands
touching my ergative body
that trembles with the mistral wind
and blows through your veins
Painter
oh painter
which dream
am I dreaming about
	© Rogério Saviniano Telo
Funchal, 7 de Agosto de 2005

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/07/ergative-body/</link>
	</item>
	<item>
		<title>A propósito de poemas traduzidos para o inglês</title>
		<description>	Depois de meia dúzia de poemas traduzidos para a língua inglesa, por Linda Marshall, professora de literatura aposentada, por meu filho mais velho, ele próprio leitor de boa poesia, e por mim próprio com muitas debilidades e imperfeições, tenho-me perguntado porquê.
A resposta imediata estará no aparecimento «físico» desses poemas em ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/05/a-proposito-de-poemas-traduzidos-para-o-ingles/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Midnight summer dream</title>
		<description>	
	Neste simbolismo cromático
deixas a água crescer em ti
e eu sonho
com o  carmim das tuas coxas
onde campeiam as ondas
que te levarão ao êxtase
	Corpo abandonado aos desejos
da infância
onde as bonecas continuam
gritando o teu nome
	Tempo que já não tens acesso
pois as ruas estão calcetadas
com as tuas memórias
e eu deliro
com os delírios
que te ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/05/midnight-summer-dream/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Anjo da Guarda</title>
		<description>	Paira no ar o teu aroma
o teu trejeito que ficou
em tudo existe um pouco de ti e
do teu semblante
simulacro de querubim
permanece
mas tu foste para o céu
embora ficasses
arreigado
nas células
nos sinais vitais
que me fazem viver
no sangue que me corre nas veias
nos versos que garatujo
não quero relembrar
mas tudo me impele
e repele para ti
tudo ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/05/anjo-da-guarda/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Breve muito breve</title>
		<description>	Trespassando a obscuridade
entre franjas de exultação
eu exclamo o teu nome
entre o sorrir
dos meus olhos
que se atrapalham
com as estrelas
que resplandecem no céu
	Breve muito breve
	Beijo-te e sorrio
porque esse ósculo
foi levado pela brisa
e colocado nos teus
lábios semiabertos
e quase tão imperceptível
que tu não pressentiste
nem chegarás nunca a sentir
	Breve muito breve
	© Piedade Araújo Sol
Funchal, 4 ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/04/breve-muito-breve/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Uma Arte Poética</title>
		<description>	 
	É a palavra
que o poeta tem ao seu alcance
que desarma os ponteiros do tempo
nenhum compromisso com a hora
o minuto, o segundo, tudo
é um erguer incorpóreo num deserto
a brancura do papel
até o silêncio
e o seu amplo boicote
E quantas coisas podem
tentar a entrada
na moldura do verso
Mas venha primeiro a luz
para derreter ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/04/uma-arte-poetica/</link>
	</item>
	<item>
		<title>O Poeta II</title>
		<description>	
	Fiz um curso
de águas para as palavras
descerem até ao mar
divino
onde Circe a Temida
espera
marítimos incautos
madeiras exóticas
e barcos frescos
que separam o mar como flechas
Desviei do curso das sombras
e das pedras
das duras palavras
todos os meus versos
Do feltro cor de cinza
dos dias desenredei
alguns, quase todos
os vesti de tule
fi-los mais ricos
porque estão nus.
	© J. T. ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/02/o-poeta-ii/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Cidade Invicta</title>
		<description>	
	Olho o Douro que corre, e de repente
perco-me no meu  emudecimento
que engenho aqui sentada
aprisionada neste mutismo
misterioso e individual
este dia de Agosto nasceu pardacento
e eu olho as águas, e sinto-as
como a manhã
queria me perder nelas…
me misturar com os líquenes
me encher de tudo o que não tenho
nem posso ter
Douro que permaneces ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/01/cidade-invicta/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Carpe Diem</title>
		<description>	
	O tempo parou  num acordo tácito com os corpos cansados
 As águas tornaram-se mansas deixando que o mar
 as acaricie
 e a natureza tornou-se mais viva
 porque deu-se a união entre os homems da idade do ouro
 e as divindades que gerem o tempo
	 Deixei o meu corpo entregue
 ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/08/01/carpe-diem/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Green Grass</title>
		<description>	
	É à noite
que as palavras ficam mais suaves
e que os corpos se mutuam
os gestos tormam-se mais mansos
e o desejo é mais acutilante 
	Sobre o teu corpo domado
eu cumpro o ritual da estação
mais tarde as chuvas
relavarão
os poros e estes
ficarão orvalhados
como as ervas que habitam
este presente tão incerto
	Fica a certeza
o facto de ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/29/green-grass/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Sortilégio</title>
		<description>	
	Para a Hortense
	Matizei uma pantalha
com olhos de mar
em aguarelas intensas
de onde sobressaiam
as nuvens
e os olhos prenhes
de enternecimento
	Pintei uma tela
sem pincéis
com a polpa dos dedos
coordenei as cores
dispersas paulatinamente
	A tela não tem caixilho
o seu ornato
é a amizade
	© Piedade Araújo Sol
Funchal, 29 de Julho de 2005

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/29/sortilegio/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Esperança</title>
		<description>	Com ferocidade as palavras
saíram
assim sem se vaticinar
ditas
sem dó nem misericórdia
articuladas
abertamente
com golpes certeiros
cavados
gota a gota
formando um barranco
desbravando
momentos sentidos
	Estou nua
as palavras despiram-me
e o silêncio
que se desmoronou fulminou
a minha
esperança
	© Piedade Araújo Sol
Funchal, 29 de Julho de 2005

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/29/esperanca/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Fantasia</title>
		<description>	
	Em meu espírito
esculpi numa tarde, um murmúrio
de gaivota
sobrevoando o mar
tinha um adejo espalmado
quase abalroando as águas
serenas da baía
mas voava ligeira
como uma flecha
e nada parecia detê-la
olhei demoradamente
e retive em meu olhar
sua liberdade plena
de graça e beleza
a brisa levianamente
fustigou meu rosto
nesse preciso momento
senti-me
como
a
	  Gaivota que em voo raso
    ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/28/fantasia/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Rosto Oculto</title>
		<description>	Vagueio como um cão errante. E todas
as noites vejo uma sombra
entranhar-se em meu sono, leve como
uma silhueta. Tem um semblante
que eu nunca consigo vislumbrar
	Agarro um látego, e tento sempre
num gesto precipitado
afectar o ambiente
	Adormecer de novo
para descortinar
esse rosto que não vejo!!!
	© Piedade Araújo Sol
Funchal, 27 de Julho de 2005

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/27/rosto-oculto/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Om</title>
		<description>	
	Salvé
corpo sintonizado com as energias cósmicas
bendito sejas
porque
trazes em ti
a alegria que inunda
este universo novo
e portas  contigo
a semente que germinará
ao terceiro milénio
e és o arauto
duma nova vivência
da qual eu quero fazer parte
dum mundo mais brilhante
e mais risonho
onde
cada dia que nasce
é uma nova e ternurenta
promessa de
liberdade
	© Rogério Saviniano Telo
Funchal, 26 de ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/26/om/</link>
	</item>
	<item>
		<title>A Aldeia</title>
		<description>	
	Chegam em revoadas as brumas
a aldeia encerra os rostos
das janelas, fecham os cordeiros
dentro da boca os seus balidos
O dia revê-se nos espelhos
quando chega a noite
quando os olhos se recolhem
de todos os sentidos
É o vento que cerca o lume
nas candeias, mas só as adormece
a infinita mão.
	© J. T. Parreira

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/24/195/</link>
	</item>
	<item>
		<title>A era do vazio</title>
		<description>	
	No tempo  da raiva
é prazeroso
saber que
ainda existem corpos
para apaziguar as águas turbulentas
tornando o sonho
mais sonho
e a certeza
de que a a alma
poderá migrar
em outros corpos
e desta forma poder regressar
ao paraíso
Dorme
donzela resgatada
da loucura ébria de La mancha
e que estás predestinada
a acordar quando o tempo da barbárie
se tiver esfumado
	© Rogério Saviniano Telo

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/22/a-era-do-vazio/</link>
	</item>
	<item>
		<title>Ausente de mim</title>
		<description>	Não quero teu sofrimento… despojado
de mim
quero dar tudo o que
perdura de bom
quero ser uma flor que observarás
a cada despertar
um passarinho que ouvirás gorjear
um cão para te escoltar
quero ser tudo, e nada ser
e tudo ter e a nada corresponder
não quero teu sofrer
desamparado
de mim…
conserva as lembranças
dos tempos que já não temos
guarda meu ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/21/ausente-de-mim/</link>
	</item>
	<item>
		<title>O Beijo</title>
		<description>	Cerco-me de meiguice
suspendo silenciosamente
a autonomia
e o feitiço
de devanear
concebo
um beijo com sabor
a hortelã
Meus lábios entreabertos
roçando a brisa
desliza a estupefacção
que se extingue flutuando
no ósculo que sinto
efémero
afectuoso
embriaga-se em mim
uma louca palpitação
extasiante que me
coíbe os sentidos
e me leva
ao éden desse
beijo
que nunca trocamos
	© Piedade Araújo Sol

 </description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/21/o-beijo/</link>
	</item>
	<item>
		<title>As Redes Tristes</title>
		<description>	
	Pablo Neruda: -Como são as redes de pesca?
O Carteiro de P.Neruda: - Tristes, as redes são tristes.
	Chamavam dos ramos do mar
os pássaros marítimos
chamavam do fundo
do volumoso silêncio
os peixes, como se pudessem
ser os olhos da noite
chamavam
uma sereia de vento e sal
e os pescadores foram
lançando a pulso
-que resiste - as suas setas
na ...</description>
		<link>http://madrigal.blogsome.com/2005/07/19/as-redes-tristes/</link>
	</item>
</channel>
</rss>
